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Em alta nas redes sociais, lutas como boxe, jiu-jitsu e muay thai conquistam cada vez mais mulheres

A prática de modalidades de lutas como boxe, jiu-jitsu e muay thai segue em alta nas redes sociais e tem atraído cada vez mais adeptos, especialmente entre o público feminino. Influenciadas por celebridades como Bruna Marquezine e Grazi Massafera, as mulheres têm buscado nas artes marciais não apenas uma alternativa de treino, mas também uma forma de melhorar a autoestima, a saúde mental e a segurança pessoal, afirma o instrutor da Bodytech do Shopping Iguatemi Bosque, Levison Lima.

 

“A estética corporal que a prática das lutas proporciona, aliada à funcionalidade da defesa pessoal, atrai bastante o público feminino para as academias”, explica.

 

De acordo com o instrutor, a popularização dos esportes de combate está diretamente ligada à visibilidade em grandes eventos e aos benefícios que vão além da estética. Entre os principais ganhos físicos para quem está começando, ele destaca a redução do percentual de gordura, além da melhora na coordenação motora, tonificação muscular e condicionamento cardiorrespiratório.

 

 “Outro ponto importante é o vínculo social que as aulas coletivas proporcionam, o que também contribui para a permanência dos alunos”, comenta.

 

Segundo Levison Lima, os impactos positivos também se estendem à saúde mental, pois as atividades promovem alto gasto calórico e estimulam a liberação de endorfina, hormônio relacionado à sensação de bem-estar. “Temos vários casos em que os esportes de luta foram ferramentas essenciais no combate à ansiedade e à depressão”, afirma.

 

Apesar do crescimento entre as mulheres, Levison Lima ressalta que não há diferenças específicas nos benefícios entre os públicos. “A adaptação é muito individual, mas a luta é uma modalidade que acolhe a todos. Ela atende desde quem busca melhorar a estética corporal até quem precisa de uma válvula de escape na rotina”, pontua.

Para quem deseja iniciar, o instrutor orienta que é necessário buscar acompanhamento qualificado. “O primeiro passo é encontrar um bom profissional, com didática e experiência, que saiba respeitar a individualidade de cada aluno e conduzir o processo de forma segura”, afirma.

 

Aluna da Bodytech desde 2023, a nutricionista Rebeca Felício é um exemplo de quem encontrou nas lutas mais do que um exercício físico. Motivada pelo interesse em defesa pessoal, ela conta que a prática trouxe mudanças significativas para sua rotina. “Me sinto mais segura de conseguir me defender minimamente em algumas situações, além de estar mais alerta e com reflexos melhores”, relata.

 

Quando começou na modalidade, Rebeca conta que tinha receio de se machucar, mas o medo foi passando com o tempo. “Fui me soltando cada vez mais, até chegar ao ponto de não pensar só em me defender, mas também em reagir e contra-atacar”, destaca.

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