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Comunicação entre culturas: uma necessidade emergente nos negócios globais

Em um mundo de negócios cada vez mais globalizado e competitivo, TEDx Speaker destaca que o profissional que compreende as diferenças culturais ao se comunicar, destaca-se no mercado

O mundo está interconectado e, dentro deste cenário, a comunicação transcultural emerge como um diferencial para quem está inserido no mercado de trabalho. Este processo se refere à troca de informações, ideias e expressões entre pessoas de diferentes culturas no ambiente profissional. Um ponto que não se limita apenas às expressões linguísticas, mas também à compreensão e respeito pelas diferenças culturais, valores e formas de comunicação.

Emitir, receber e interpretar as informações de maneiras distintas é importante neste processo de globalização. Para a TEDX Speaker e especialista em Comunicação, Giovana Pedroso, conhecer as culturas envolvidas, compreendendo tradições, valores e normas sociais torna-se fundamental nas relações pessoais e, sobretudo, nas corporativas.

Exemplos no dia a dia

Ruídos de comunicação podem custar caro para empresas e carreiras, e é papel de quem irá conduzir uma conversa antecipar-se ao público. “Determinadas culturas possuem expressões únicas, seja no vocabulário ou nas expressões. No entanto, esta comunicação verbal é acompanhada, muitas vezes, de sinais não verbais que podem ter significados diferentes em cada cultura”, completa.

Conforme alerta Giovana, entender as diferenças culturais no contexto da comunicação não verbal é entender que o “não olhar nos olhos” em uma negociação com japoneses é sinal de respeito, ao invés de desinteresse ou desonestidade. “Já em uma negociação com chineses, a paciência e a espera são valorizadas. Se a resposta em uma conversa não for imediata, entender isso evitará a desistência de um negócio promissor antes da hora”, exemplifica.

Além disso, segundo a TEDx Speaker, pesquisas já mostraram que gestos com as mãos ajudam os ouvintes a compreenderem o contexto de uma conversa; bem como movimentos com a cabeça e expressões faciais aumentam a percepção do estado emocional de quem comunica, enquanto o olhar sinaliza o quanto os indivíduos são socialmente próximos em uma conversa.

“Considerando isso, atenção especial aos gestos com as mãos, movimentos com a cabeça, expressões faciais e o olhar. Esses aspectos da comunicação não verbal diferem bastante em todo o mundo. Por exemplo, se estiver numa conversa com profissionais do Reino Unido e eles fizerem o que para nós é considerado o gesto da vitória, não se demore ali ou procure acalmar os ânimos. Para eles esse gesto significa o mesmo que um dedo médio levantado no Brasil”, conta.

Alto e baixo contexto

Um dos pilares para o entendimento deste cenário, na avaliação de Giovana, é encontrado na estrutura de alto e baixo contexto, que foi desenvolvida pelo antropólogo Edward Hall. O estudo traz que culturas como o Japão, China, Espanha e Brasil são consideradas de alto contexto por se concentrarem mais no tom da conversa e no contexto, ou seja, nas “entrelinhas”. “Nessas entrelinhas entram, por exemplo, os cargos, as expectativas dos participantes da conversa e a idade. Nessas culturas os gestos, o silêncio e as expressões faciais vão importar mais”, completa.

Dentro das culturas de alto contexto estão também países com culturas orientadas para o coletivo, como o Japão e a China, por exemplo. “Nesses países a harmonia social e a evitação de conflitos são encorajadas, portanto gestos expansivos com as mãos, olhar fixo por mais tempo e abraços, são desestimulados pois podem perturbar o grupo. Entender isso é fundamental para que você não se sinta desconfortável se, ao liderar uma equipe japonesa, ouvir um absoluto silêncio ao pedir que façam críticas sobre um projeto. Ou se perceber que o olhar do seu interlocutor não fica centrado em você durante a conversa”, acrescenta a especialista em Comunicação.

Por outro lado, as culturas de baixo contexto – como Alemanha, Estados Unidos e Austrália – dependem muito mais do que está sendo dito explicitamente e, por consequência, os indivíduos tendem a fazer escolhas e se posicionar dando menos importância a cargos e expectativas. “As culturas individualistas, que estimulam a expressão de ideias, a autonomia e conectam o sucesso às realizações pessoais, entram com mais frequência neste grupo de baixo contexto. Aqui as expressões corporais, principalmente ligadas aos gestos, olhares e espaço ocupado ao falar, são estimuladas e bem-vistas. Esse ponto é indispensável para não se ofender ao ouvir a visão direta de alemães sobre um projeto”, detalha.

Saber identificar cada situação é essencial

Para identificar esses aspectos, além da sensibilidade de cada indivíduo, é necessário dedicar-se a buscar conhecimentos para tornar a abordagem mais fluida e assertiva, o que pode se tornar um grande diferencial, uma vez que identificar esses pontos exige sensibilidade cultural e uma abordagem multidisciplinar.

“É essencial que o profissional que deseja se comunicar bem antecipe-se ao público na interpretação da mensagem. Por isso, entender as nuances da comunicação de cada cultura é fundamental, para que o que não está sendo dito também fique claro e para que, dessa forma, não existam ruídos”, explica a especialista em comunicação.

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