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Carta ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva

Em nome do sistema do associativismo, Alfredo Cotait Neto, parabeniza o presidente eleito democraticamente

O setor do associativismo nacional parabeniza o presidente eleito democraticamente, Luiz Inácio Lula da Silva. Ao final de um dos mais disputados pleitos da história brasileira, esperamos que os eleitos governem de forma diferente. Apesar da cisão do país – representada nas urnas – o presidente precisa governar para todos. Ouvir a sociedade civil, os empresários, a Academia e todos os setores.

Nossa instituição representa uma rede de 2.300 associações que tem capilaridade e presença entre micro, pequenos e médios empreendedores, em todas as regiões e estados do país, totalizando 85% da população. Nosso sistema representa as empresas inscritas no MEI e no Simples Nacional.

Essa base da pirâmide produtiva precisa participar das discussões dos seus pleitos. O principal deles: a atualização do Simples Nacional. Defendemos, sim, o ajuste fiscal, mas precisa ser feito sem prejudicar quem gera emprego. A correção do limite de enquadramento é uma demanda do setor desde 2018. Outro ponto de extrema relevância: adiar a implantação da reforma tributária para os micros, pequenos e médios empresários.

O setor do associativismo se coloca à disposição para dialogar e poder mostrar o Brasil real dos MEIs ao presidente reeleito. O incentivo ao bom ambiente econômico é, sem dúvidas, um dos pontos mais importantes dessa futura gestão. É imprescindível que se busque a disciplina fiscal.

Os empreendedores brasileiros viveram, nos últimos anos, uma real insegurança jurídica que travou investimentos, impediu crescimento e afastou quem tinha planos de crescer. Para que essa insatisfação fique no passado, é preciso que haja o estabelecimento de amplo diálogo com o setor produtivo.

Sob aspecto político, defendemos a adoção do modelo do voto distrital misto, para que a representatividade dos parlamentos seja mais justa e correta. Esse é um tema que está pronto para ser votado na Câmara dos Deputados, já debatido no Senado e considerado constitucional pelo STF e pelo TSE.

A reputação e a credibilidade de um país são os termômetros para investimentos e progresso. É isso que se precisa buscar. Sempre pensando que os pequenos e médios empreendedores precisam ser protegidos. Afinal, são um grupo de 24 milhões de empreendedores, responsáveis por 27% do PIB e pela geração de 55% dos empregos formais.

 

Alfredo Cotait Neto, líder do associativismo nacional, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil CACB, da Facesp e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

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