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Investimentos em infraestrutura e operação sustentam expansão do transporte rodoviário diante das novas demandas dos portos

A movimentação nos principais portos brasileiros segue avançando em 2026. Em agosto, o Porto de Santos registrou 538,2 mil TEUs, maior volume mensal de contêineres de sua história e alta de 3,9% na comparação anual. Nos primeiros oito meses do ano, foram 4 milhões de TEUs, também recorde para o período. No mesmo intervalo, a movimentação geral de cargas no complexo chegou a 125,9 milhões de toneladas, crescimento de 3,1% em relação a 2025.

Em Santa Catarina, o Porto de Itajaí movimentou 3,5 milhões de toneladas entre janeiro e agosto, aproximadamente 25% acima do mesmo período do ano anterior. Já os portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, alcançaram 46,86 milhões de toneladas no acumulado dos oito primeiros meses do ano.

Os números reforçam a necessidade de uma logística terrestre preparada para acompanhar a evolução do comércio exterior. Capacidade de frota, estruturas próximas aos complexos portuários, equipamentos específicos e planejamento operacional se tornam ainda mais relevantes à medida que aumenta a circulação entre terminais, indústrias, importadores, exportadores e centros de distribuição.

Na West Cargo, esse posicionamento começou a ser construído antes dos atuais recordes portuários. A empresa estruturou sua Divisão Marítima a partir de um plano de negócios que envolveu contratação de profissionais especializados, abertura de filiais, aquisição de equipamentos dedicados e investimentos em infraestrutura. Como resultado dessa estratégia, a área registra crescimento de dois dígitos ao ano nos últimos quatro anos e hoje atua em operações ligadas aos portos de Santos, Itajaí, Itapoá e Paranaguá.

Segundo Sergio Ricardo Giraldo, gerente Marítimo da West Cargo, a decisão de ampliar a atuação para o segmento marítimo nasceu da demanda dos próprios clientes e da estratégia de diversificação da companhia, até então fortemente associada às operações aeroportuárias.

“Já atendíamos clientes que precisavam transportar suas cargas de e para aeroportos e percebemos uma demanda para que o mesmo padrão fosse oferecido nas operações portuárias. A partir daí, estruturamos a divisão com profissionais do segmento, equipamentos específicos e uma operação preparada para atender esse mercado. Esse planejamento foi fundamental para chegarmos ao atual momento já posicionados para acompanhar o crescimento dos portos”, afirma Giraldo.

Um dos investimentos realizados está na Baixada Santista, onde a empresa mantém estrutura em São Vicente, próxima aos acessos às rodovias dos Imigrantes e Anchieta. O terminal funciona como ponto de apoio à operação e permite organizar os fluxos sem depender integralmente da circulação pelas áreas mais congestionadas de Santos nos horários de pico.

A expansão também foi direcionada aos corredores portuários de Santa Catarina e Paraná, regiões importantes para a movimentação de contêineres e para segmentos de maior valor agregado. Nesses mercados, a West Cargo atua com cargas como produtos farmacêuticos e eletroeletrônicos, apoiada por certificações e licenças como OEA, ISO, SASSMAQ e Anvisa.

Para Giraldo, o crescimento atual dos portos confirma a importância de investimentos realizados com visão de longo prazo. “Estrutura, localização e capacidade operacional precisam ser construídas antes que a demanda chegue ao limite. O crescimento que vemos hoje nos portos encontra uma Divisão Marítima que já vinha sendo preparada e ampliada ao longo dos últimos anos”, destaca.

Mesmo com os investimentos privados, a infraestrutura de acesso segue como um dos principais desafios. No Porto de Santos, cerca de 20 mil veículos de carga circulam diariamente pelo complexo, pressionando vias que também atendem o tráfego urbano. Restrições de acesso, falta de áreas disponíveis e dificuldades relacionadas às janelas de entrega e devolução de contêineres continuam exigindo flexibilidade das transportadoras.

“O porto cresce, mas os acessos e as estruturas de apoio também precisam evoluir. Para a transportadora, estar próxima do complexo e ter capacidade para reorganizar a operação ajuda a reduzir os impactos desses gargalos e traz mais previsibilidade ao cliente”, explica Giraldo.

Para os próximos anos, a West Cargo pretende manter o crescimento da Divisão Marítima de forma alinhada à evolução do comércio exterior e aos investimentos previstos para o sistema portuário. Entre os projetos acompanhados pela empresa estão o Túnel Santos–Guarujá, a expansão da capacidade de terminais e as mudanças na integração entre rodovias e ferrovias na Baixada Santista.

“Nosso planejamento não depende apenas do aumento da movimentação portuária. A estratégia é continuar investindo em equipamentos, capacitação, infraestrutura e novas tecnologias para ampliar a eficiência dos serviços. Estar bem preparado nos permite aproveitar as oportunidades que surgem com a evolução dos portos e do comércio exterior”, conclui Giraldo.

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