Personalize as preferências de consentimento

Utilizamos cookies para ajudá-lo a navegar com eficiência e executar determinadas funções. Você encontrará informações detalhadas sobre todos os cookies em cada categoria de consentimento abaixo.

Os cookies categorizados como “Necessários” são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para ativar as funcionalidades básicas do site.... 

Sempre ativo

Necessary cookies are required to enable the basic features of this site, such as providing secure log-in or adjusting your consent preferences. These cookies do not store any personally identifiable data.

Não há cookies para exibir.

Functional cookies help perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collecting feedback, and other third-party features.

Não há cookies para exibir.

Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics such as the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.

Não há cookies para exibir.

Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.

Não há cookies para exibir.

Advertisement cookies are used to provide visitors with customized advertisements based on the pages you visited previously and to analyze the effectiveness of the ad campaigns.

Não há cookies para exibir.

Câmara dos Deputados analisa requerimentos sobre assédio e uso político da Caixa

Documentos tratam de uso eleitoreiro da estatal para promoção de candidatura de Bolsonaro, de esclarecimentos sobre critérios de “meritocracia” adotados por banco público e de criação de subcomissão para acompanhamento de investigações sobre assédio na empresa. Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) apoia requerimentos e acompanha tramitações.

Brasília, 31/08/2022 — Começaram a tramitar, na Câmara dos Deputados, três requerimentos que tratam do uso político da Caixa Econômica Federal para promoção da candidatura de Bolsonaro à reeleição, de esclarecimentos sobre critérios de “meritocracia” adotados pelo banco público e da criação de subcomissão para acompanhar apuração de denúncias de assédio na estatal. Os documentos, protocolados na Comissão de Administração e Serviço Público (CTASP) pela deputada Erika Kokay (PT-DF), têm o apoio da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).

“A gestão de Pedro Guimarães [ex-presidente da empresa, afastado por denúncias de assédios moral e sexual] adoeceu os trabalhadores e colocou o banco nas páginas policiais. Não admitimos essa conduta com os trabalhadores nem o uso político da Caixa para as eleições”, afirma o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. “A Caixa não é de presidentes do banco nem do presidente da República. A Caixa é do povo brasileiro”, ressalta.

Um dos requerimentos pede a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para justificar “atividades de campanha eleitoral” da presidente da Caixa, Daniella Marques, em horário de expediente. Em divulgações do programa ‘Caixa Pra Elas’, Marques marcou Jair Bolsonaro em publicações dela nas redes sociais. De acordo com a legislação que estabelece normas para as eleições, agentes públicos são proibidos de fazer campanha eleitoral em horário de trabalho.

“Pedimos a convocação do ministro da Economia para que esclareça à sociedade essa postura absolutamente ilegal da presidente da Caixa de utilizar a instituição como se fosse um palanque eleitoral”, explica a deputada. “Não podemos permitir que esse crime eleitoral aconteça dentro da instituição”, acrescenta.

Outro requerimento solicita a convocação de Paulo Guedes para que o ministro explique os critérios de “meritocracia” adotados pela Caixa. O documento observa que o ex-presidente do banco, Pedro Guimarães, afirmava conduzir uma administração baseada em conceitos meritocráticos. “Os fatos demonstraram, entretanto, que a tal meritocracia era apenas uma máscara para esconder as práticas abusivas do assédio moral e criminosas do assédio sexual”, ressalta a parlamentar.

O documento também destaca a ausência de parâmetros técnicos para o preenchimento de funções e cargos de direção na Caixa enquanto empregados altamente qualificados são discriminados e excluídos de processo seletivo por terem participado de greve — direito garantido pela Constituição. “O que prevalece na empresa é o critério de apadrinhamento de algumas pessoas e o de perseguição a outras”, enfatiza a deputada.

Como observa Sergio Takemoto, pesquisa divulgada este ano pela Fenae revelou o aumento da quantidade de empregados do banco público submetidos a assédio moral: 6 em cada 10 bancários afirmaram ter passado por este tipo de situação. Em estudo anterior encomendado pela Federação à Universidade de Brasília (UnB), o índice chegava a 53,6%.

A atual pesquisa da Fenae também comprovou que o trabalho no banco estava afetando a saúde de 80% dos empregados. Trouxe, ainda, outros dados alarmantes: 33% estavam afastados por depressão, 26% por ansiedade, 13% por Síndrome de Burnout e 11% por Síndrome do Pânico.

ASSÉDIO SEXUAL — Um terceiro requerimento trata da constituição de uma subcomissão de acompanhamento dos trabalhos de apuração das denúncias de assédio sexual praticados por Pedro Guimarães contra empregadas do banco. Os casos são investigados pela Polícia Civil do Distrito Federal, o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e a Corregedoria do banco.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.