Personalize as preferências de consentimento

Utilizamos cookies para ajudá-lo a navegar com eficiência e executar determinadas funções. Você encontrará informações detalhadas sobre todos os cookies em cada categoria de consentimento abaixo.

Os cookies categorizados como “Necessários” são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para ativar as funcionalidades básicas do site.... 

Sempre ativo

Necessary cookies are required to enable the basic features of this site, such as providing secure log-in or adjusting your consent preferences. These cookies do not store any personally identifiable data.

Não há cookies para exibir.

Functional cookies help perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collecting feedback, and other third-party features.

Não há cookies para exibir.

Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics such as the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.

Não há cookies para exibir.

Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.

Não há cookies para exibir.

Advertisement cookies are used to provide visitors with customized advertisements based on the pages you visited previously and to analyze the effectiveness of the ad campaigns.

Não há cookies para exibir.

Banco Central quer ampliar regulação das empresas sobre os Relatórios Climáticos

Visando alinhar a prestação de informações aos padrões internacionais, BCB instituiu a consulta pública 100/2024, que aceita participações e sugestões até 28 de junho

O Banco Central do Brasil (BCB) lançou, no fim de março, a consulta pública 100/2024, que visa aprimorar a divulgação do Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticos, o GRSAC. Seu objetivo é obter um alinhamento das divulgações aos padrões internacionais e ampliar o alcance de informações sobre o tema, já que, atualmente, apenas dados qualitativos são obrigatórios nesses documentos. O prazo para o envio de sugestões vai até 28 de junho e pode ser acessado aqui.

Em todo o mundo, o número de companhias que produzem Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticos cresceu 26% entre 2020 e 2022, de acordo com uma pesquisa do Grupo de Trabalho sobre Divulgações Financeiras relacionadas ao Clima (TCFD, na sigla em inglês). O TCFD está integrado ao Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, em inglês), que estipula quais informações devem ser divulgadas para investidores.

“A Consulta Pública do Banco Central abrange alguns temas principais: o contexto e a abrangência das informações divulgadas; interação das regras com os padrões internacionais; estabelecer indicadores para gerenciamento do risco climático; compromissos voluntários e planos de transição; escopo de aplicação e prazos para implementação de regras”, explica Nathalia Lima Barreto, advogada e sócia do escritório Razuk Barreto Valiati.

De acordo com Nathalia, as empresas estão sentindo cada vez mais a necessidade de prestar informações de forma adequada tanto para a sociedade quanto para os investidores.  “Já existem segmentos com obrigatoriedade de divulgação do Relatório GRSAC, de acordo com a Resolução BCB n° 197/2022. Agora o Banco Central estuda a atualização e o aumento da sua abrangência (tanto em conteúdo, quanto em publicidade). É fundamental que as empresas busquem conhecer os possíveis impactos desta consulta pública e até proponham suas contribuições”, diz.

Vantagens para todos os envolvidos

A intenção do Banco Central com a medida é gerar benefícios para todos os envolvidos: dá segurança jurídica às instituições financeiras na concessão de créditos, traz informações e tranquilidade aos investidores e, em última análise, evita que projetos que descumpram normas ambientais sejam contemplados com recursos, favorecendo a sociedade como um todo.

“O BCB incluiu a dimensão sustentabilidade em sua agenda de temas a serem endereçados, com foco interno, em políticas, nas regulações e parcerias. Na prática, a instituição assumiu que essa agenda pode afetar a política monetária e a estabilidade financeira de um país, que são duas das funções mais importantes do BCB. Porém, a compreensão dos diversos parâmetros e métricas é complexa e o Banco Central deve buscar a sua simplificação e unificação para melhor atendimento corporativo”, ressalta a advogada.

Nathalia Lima Barreto, advogada e sócia do escritório Razuk Barreto Valiati.

Embora possa ser visto como mais uma burocracia para o setor, a preocupação de garantir recursos apenas para projetos que estejam em linha com as normas ambientais é benéfica para o Brasil e para a reputação das instituições financeiras. A consultoria S&P Global Ratings estima que, em 2024, a emissão das debêntures verdes deve atingir US$ 1 trilhão, sendo o Brasil um dos prováveis destinos destes recursos.

As novas normas do BCB podem trazer ainda mais segurança para esta área e parâmetros adequados para instituições focadas na sustentabilidade. Esta medida do BCB está, inclusive, em linha com as expectativas do TCFD. “O Grupo de trabalho acredita que é especialmente importante reconhecer a dinâmica natural das questões relacionadas ao clima e a necessidade de avaliação e ajustes constantes na proporção em que as práticas continuam a evoluir”, afirma o relatório do TCFD.

Para mais informações sobre o escritório Razuk Barreto Valiati, acesse o site.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.