A crise institucional aponta para o caos entre os poderes

A harmonia deve prevalecer entre os poderes da República e, sobretudo, apontar caminhos para dirimir a crise institucional, econômica e política pela qual atravessa o País.

 

Nesses três meses de governo Bolsonaro, o Brasil atravessa uma das maiores crises institucionais entre os Poderes da República, com desdobramentos imprevisíveis para que a nossa tão jovem democracia não venha ruir diante de tantos descalabros institucionais causados, não se sabe se por incompetência ou imaturidade política desses atores que nos governam nos dias atuais. Há um perigo iminente de ruptura do Estado Democrático de Direito, conquistado a duras penas pelos cidadãos brasileiros que se uniram para o restabelecimento da democracia, após a ditadura militar imposta ao país em 1964.

Nesse contexto tenebroso em que arrasta o país para o caos, tendo em vista atitudes intempestivas do líder maior da nação, no que tange a assuntos de tamanha monta, tais como: diálogo democrático com as forças políticas do Congresso Nacional, o Judiciário e a sociedade civil, principalmente esta que necessita ser ouvida para que seja possível atravessar pelo menos os quatro anos de governo Bolsonaro, o qual infelizmente já aponta para um despreparo sem precedentes em tão pouco tempo. Situação igual a essa só o governo Collor que mergulhou o país na incerteza e um desequilíbrio econômico de magnitude jamais vista em nossa história.

A incompetência da maioria da administração federal está aos olhos de todos, é fácil comprovar pelo nível dos quadros indicados, para os ministérios, a maioria deles ideólogos partidários e detentores de um radicalismo de ultradireita inconsequente e destruidor.Visivelmente tenta desconstruir os avanços democráticos conquistados a duras penas pelos governos progressistas, que notadamente sempre se posicionaram ao lado dos anseios populares. O Ministério da Educação, tendo à frente o colombiano Ricardo Vélez Rodrigues(isso é um acinte!) indicado pelo astrólogo, Olavo de Carvalho(indicação jocosa), intitulado guru do Bolsonaro, recentemente foi sabatinado por uma comissão da educação na Câmara Federal. O seu despreparo era tão claramente visível que causou espanto, principalmente quando foi interpelado pela competente deputada Tábata Amaral (PDT-SP) – ao fazer a seguinte indagação: “em três meses de ministério gostaria que o senhor falasse para nós aqui e o Brasil quais os planos e metas de governo para a educação dos brasileiros em 2019, as avaliações etc.” Numa total ausência de respeito e numa prova inconteste de incompetência e prepotência, o ministro se limitou adizer que seus assessores é que deveriam responder. O ministro das relações exteriores, numa cabal prova de desconhecimento sobre história, afirmou em entrevista fora do país, que o nazismo e o fascismo eram movimentos de esquerda.Dá pra acreditar? (veja no youTube ‘Deputada Tábata Amaral dá aula ao ministro da Educação)

O povo que elegeu Bolsonaro cobra agora atitudes e pede que o mesmo desça do palanque e assuma a governabilidade do país, afinal são milhões de pessoas desempregadas, questões ambientais e sociais para serem resolvidas de forma sensata.  A harmonia entre os poderes é fundamental para chegarmos a um ponto de equilíbrio.

Vamos acabar com essa enganação no tocante a reforma da previdência, mudança tem que existir acabar com privilégio sim, mas mexer no tempo de contribuição de forma a impossibilitar o trabalhador de se aposentar é um absurdo. Afinal, o nome já está dizendo: Previdência Social.

É chegado o momento de a sociedade brasileira requerer um plebiscito nacional em torno desses diversos assuntos que norteiam a reforma previdenciária. Unidos vamos evitar os abusos, as incoerências e os disparates daqueles que demonstram a olhos vistos sua notória incapacidade de gerir os destinos do País.

 

Um comentário em “A crise institucional aponta para o caos entre os poderes

  • 19 de abril de 2019 em 12:27
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    Fica no ar uma pergunta porque o Supremo não interveio quando o PSDB, MDB e os partidos oportunistas, retiraram a ex-presidenta Dilma do poder sob argumentos pífios, inclusive estando o Congresso todo comprado pela habilidade politica do ex-deputado Eduardo Cunha(preso) e o ex-presidente Temer também a caminho da prisão. Já existe rumores da delação do Eduardo Cunha confessando a autoria desse delitos.

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