O que aconteceu? PIB do Ceará caiu.

O saldo deixado pelos problemas econômicos da administração passada ainda está aí, como juros altos, inflação que corre o risco de não ter controle, enfim, é preciso muita competência, saúde e paciência para rearrumar a casa.

“PIB cearense cresce 0,96% em 2022 e previsão para 2023 é de 1,33%”. A nota, publicada em seu Site, o IPECE – Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará – destaca uma informação que contraria totalmente o desempenho que o Ceará vinha alcançando nos últimos anos. Índice totalmente impactante aos números que o estado vinha mostrando na última década, inclusive em 2021.

Naquele período, o Produto Interno Bruto – PIB – cearense foi de 6,63% de crescimento em relação ao ano de 2020, superando o índice nacional que ficara em 4,6%. Crescimento provado pelo crescimento da indústria e, principalmente, o setor de serviços.

Nas últimas duas décadas, impulsionado por uma série de investimentos governamentais, na sua estrutura macro como energia, saneamento, internet, rodovias, aeroportos regionais, urbanização e turismo, e construção e ampliação do Porto do Pecém, o PIB do Estado alcançou um índice jamais esperado para tão curto espaço de ganho no índice geral do País.

Atingimos a maior participação histórica com 2,25% da economia nacional, ou seja, 147,8 bilhões, em 2017. Esse era o desempenho cearense que chamava a atenção do investidor nacional e internacional. Um estado que havia feito um rigoroso controle fiscal e que investia, também, com recurso público do Estado, com índices superiores aos entes mais ricos do Brasil.

Em 2018, antes mesmo da pandemia e após radical mudança da política nacional com a cassação de Dilma, o Ceará teve um pequeno crescimento, em relação a 2017, mas ainda positivo.

O Produto Interno Bruto cearense em 2018 chegou a R$ 155,904 bilhões, o que representa somente 1,45% de crescimento. No entanto, registrou uma participação de 2,23% do PIB nacional, com um ganho de 0,30 ponto percentual em relação ao ano de 2002, ocupando a décima segunda posição no país e a terceira na região Nordeste.

Mesmo assim, e ainda com a Covid 19, o “Ceará teve a menor taxa de desemprego do Nordeste, segundo a PNAD Contínua”, conforme nota de pesquisa oficial publicada em 13 de maio de 2022. E o que aconteceu com economia cearense, no ano passado sem levar em conta a questão clássica do Nordeste?

Apesar de todo o esforço do Governo estadual em gerar mais emprego, estimular novos investimentos, continuar com o seu programa seguro de política fiscal, pagando seus servidores e parceiros em dia, a crise nacional gerada no governo passado não passará sem devastar a economia de qualquer estado brasileiro, os mais ricos ou os em desenvolvimento no Nordeste.

O saldo negativo deixado pelos problemas econômicos da administração federal passada ainda está aí para ser vencido, como juros altos, inflação que corre o risco de não ter controle, enfim, é preciso muita competência, saúde e paciência para rearrumar a casa.

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