Volume de serviços no Ceará recua 0,5% em junho
Estado registra a maior influência negativa no índice nacional acumulado e tem queda de 16,0% no turismo, segundo dados publicados hoje (12) pelo IBGE.
O setor de serviços retraiu 4,1% frente a junho de 2025. O acumulado no primeiro semestre registra perda de 5,1%. E nos últimos 12 meses, o indicador marcou -1,5%. Apesar disso, o faturamento resiste e a receita nominal de serviços avançou 1,0% na margem e 5,1% no confronto anual.
O resultado cearense ficou abaixo da estabilidade (0,0%) observada para o volume de serviços no Brasil. No confronto anual, enquanto o Brasil expandiu 2,0%, o Ceará registrou a sexta maior retração entre as unidades da federação pesquisadas. O estado exerceu a influência negativa mais importante sobre o índice nacional no acumulado do ano.
Apenas uma atividade de serviços apresentou variação positiva no volume estadual na comparação com junho do ano anterior: Serviços profissionais, administrativos e complementares (2,6%).
Quatro grandes grupos de atividades pressionaram o volume de serviços para baixo em relação a junho de 2025 no Ceará:
-
Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-9,8%)
-
Serviços prestados às famílias (-8,5%)
-
Outros serviços (-4,2%)
-
Serviços de informação e comunicação (-3,0%)
O volume de atividades turísticas no Ceará recuou 1,4% frente a maio deste ano. Na comparação com junho de 2025, o setor caiu 16,0%. Este resultado foi o terceiro pior do país nesta base de comparação setorial. Enquanto o turismo nacional acumula perda de 0,9% no ano, o Ceará registra recuo de 7,5% no primeiro semestre, novamente o mais intenso entre as unidades pesquisadas.
Sobre a pesquisa:
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) é a publicação do IBGE que apresenta indicadores para acompanhar a evolução conjuntural do setor de serviços empresariais e de seus principais segmentos no Brasil. A investigação abrange empresas formalmente constituídas que prestam serviços não financeiros, excluindo as áreas de saúde e educação.
