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Tragédia nas praias do Nordeste. O preço que o Brasil terá de pagar?

As autoridades brasileiras descuidaram em relação ao derramamento de óleo em alto-mar que causou e continua causando prejuízo ambiental às praias do Nordeste, com o surgimento de manchas de óleo e a poluição dos manguezais, além da invasão aos leitos dos rios que deságuam na costa nordestina.

É muito lenta a postura do governo brasileiro ao agir, como se as tragédias ambientais do país não fossem de sua responsabilidade, e não tivesse que dar uma resposta à sociedade brasileira e aos órgãos internacionais responsáveis pelo monitoramento dos ecossistemas no planeta. Assim como nos incêndios na Amazônia em julho,que foram tratados como se fossem sabotagem de supostas ONGs e de movimentos ambientalistas nacionais e estrangeiros, inclusive com declarações oficiais do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, que por diversas vezes confrontou dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, chegando até a insinuar responsabilidades a um navio de monitoramento e pesquisas ambientais do Greenpeace que, na época do vazamento do óleo, passava pela área atingida.

Ficou patente a manobra de se esquivar da responsabilidade de por fim a essa tragédia ambiental. As autoridades tomam o mesmo posicionamento do caso das queimadas nesse drástico episódio e enxergam o vilão em seus supostos inimigos que agem para desestabilizar suas metas de governança.

No momento em que a ficha caiu, o presidente Bolsonaro e o Ministro do Meio Ambiente quando perceberam o tamanho da catástrofe (como sempre com aquela ideia do inimigo externo e forças conspiratórias contra sua administração), afirmaram que se tratava de petróleo oriundo da Venezuela jogado em nossos mares por represália a posições políticas. Em seguida, de forma despropositada, surgiu a hipótese de que criminosos estariam tentando sabotar o megaleilão de campos offshore de petróleo existentes na costa brasileira para exploração do pré-sal, que deverá se realizar no mês de novembro próximo. E, finalmente, a suspeita sobre o grupo  ambientalista Greenpeace, cujo navio passava na área atingida na época do aparecimento das manchas de óleo.

Louve-se que a população dos municípios e dos estados atingidos se anteciparam e arregaçaram as mangas para limpar as praias, mesmo arriscando a saúde quanto ao teor tóxico do óleo. Depois do tempo suficiente para as manchas se espalharem em alto-mar chegando às praias é que foi anunciada pela mídia a presença da Marinha e do Exército, diga-se muito bem-vinda, para colaborar na limpeza das praias do Nordeste.

A desatenção e a demora na adoção das imediatas providências foi tão patente que foi necessária a manifestação do Ministério Público Federal para exortar o Governo federal, diante da omissão ao maior desastre ambiental já ocorrido no litoral brasileiro.

Por sinal, clama por uma atenção mais objetiva a ocorrência nos últimos cinco anos de desastres ambientais no Brasil – país rico em biodiversidade – como os ocorridos em Mariana e Brumadinho, que causaram graves consequências ao meio ambiente e prejudicaram a biodiversidade, afora as mortes causadas e os prejuízos econômicos e sociais às regiões atingidas. Sem computar o desmantelamento da vida em várias comunidades e municípios da região. O Rio Doce morreu.

O que estão fazendo com o óleo recolhido nas praias e no mar? Quais as medidas de proteção para a população que teve contato direto com o óleo recolhido sem equipamentos protetores adequados? Que medidas estão sendo tomadas para proteger a população? Com apalavra o Ibama, a Marinha, a Agência Nacional de Petróleo – ANP e a própria Petrobras que possuem técnicos capacitados para lidar com situação tão gravosa como essa. O que estão fazendo com as toneladas de óleo recolhidas?

Registre-se: Só o Estado do Ceará está reciclando o óleo.

“É o maior acidente ambiental da história do Brasil e não pode ser tratado, depois de 50 dias, da forma improvisada como a gente está vendo”, criticou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, ao reivindicar providências urgentes do Governo ao enorme cataclismo ambiental.

A atitude de arrogância dos membros do governo fez vista grossa sobre a situação nas praias do Nordeste, quando poderia haver sido procedido contingenciamento em alto-mar para evitar que o óleo percorresse aproximadamente 700 Km, durante várias semanas, para atingir as praias, a fauna e a flora marítima e toda a biodiversidade existente nos oceanos, além de causar danos à saúde da população atingida.

O Brasil dispõe de saber acadêmico, técnicos capacitados nos órgãos públicos, bem como satélites, para constatar de onde vem o petróleo, mas nos últimos dias o governo já avisou ser muito difícil identificar os responsáveis por essa tragédia, a mais grave já acontecida em mares brasileiros.

Depois dos desastres ambientais ocorridos em Mariana e Brumadinho, o Brasil está agora pagando caro pelo derramamento de óleo nas praias nordestinas e, até agora, ainda não foi encontrado o autor da catástrofe para que seja responsabilizado devidamente pelo atentado ao ecossistema, atingindo a flora e fauna marítima, ao tempo em que exigirá décadas para o restabelecimento das condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da vida marinha em costas brasileiras.

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