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Sociedade sem regras: 5 decisões que empresários devem tomar antes do primeiro conflito

Definir responsabilidades, divisão de lucros, regras para decisões e saída de sócios pode evitar conflitos e dar mais segurança às empresas

Conflitos entre sócios podem afetar decisões, investimentos e até a continuidade de uma empresa. Para evitar que divergências se transformem em disputas, empresários devem definir regras claras antes que os primeiros problemas apareçam. Entre os pontos que merecem atenção estão as responsabilidades de cada sócio, a divisão dos lucros, as regras para entrada e saída da sociedade, o processo para decisões importantes e a forma de resolver eventuais conflitos.

Para Rafael Saldanha, sócio-administrador da RS Governance, essas definições devem ser feitas enquanto existe confiança entre os sócios. “Muitos conflitos não começam porque os sócios têm objetivos diferentes. Eles surgem porque essas diferenças nunca foram discutidas. Quando as regras não estão claras, uma decisão simples pode gerar insegurança e desgaste”, afirma.

Segundo o especialista, o primeiro passo é definir as responsabilidades de cada sócio, deixando claro quem cuida de cada área e quais decisões podem ser tomadas individualmente ou precisam ser compartilhadas. A divisão dos lucros também deve ser estabelecida previamente, incluindo quanto será distribuído e quanto poderá ser destinado ao crescimento da empresa.

Outro ponto importante é definir o que acontece quando um sócio decide vender sua participação ou deixar a empresa. Da mesma forma, decisões como novos investimentos, empréstimos, contratação de executivos e mudanças na estrutura do negócio podem ter regras específicas de aprovação. Também é recomendável estabelecer como os desacordos serão tratados, com a possibilidade de negociação e mediação antes que uma divergência se transforme em uma disputa maior.

“Governança não deve ser lembrada apenas quando surge um problema. Ela ajuda a criar regras antes que o problema aconteça. Quanto mais claras forem as responsabilidades e os processos, mais segurança os sócios terão para tomar decisões”, explica Rafael.

O sócio-administrador da RS Governance afirma ainda que as regras devem acompanhar a realidade de cada empresa e ser revistas quando houver mudanças relevantes no negócio. “Os sócios não precisam concordar em tudo. O importante é saber como agir quando houver uma discordância. Criar essas regras quando existe confiança é muito mais simples do que tentar resolver tudo no meio de um conflito”, conclui.

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