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Queda nos orçamentos de Educação e Ciência resulta na perda da inteligência nacional, afirma a professora Soraya Smaili

Para a especialista, país terá graves consequências no desenvolvimento econômico

A queda nos orçamentos de Educação e Ciência no Brasil resulta na perda da inteligência nacional, o que fará o país ter grandes consequências no desenvolvimento econômico. É o que afirma a Profª Dra. Soraya Smaili, farmacologista da Escola Paulista de Medicina, que foi Reitora da Unifesp no período 2013-2021 e é coordenadora no Centro de Saúde Global (CSG) da universidade e do Centro SOU Ciência.

Neste ano, o orçamento de investimentos do Ministério da Ciência ficou em R$ 720 milhões, o que representa 78% do valor investido em 2010, que foi de R$ 3,34 bilhões. O Ministério da Educação recebe em 2022 R$ 3,45 bilhões para investimentos, comparados aos R$ 10 bilhões e R$ 20 bilhões de 2009 a 2015, com valores corrigidos pela inflação.

“Os orçamentos da Ciência no nosso país estão diminuindo. A diminuição é tamanha, principalmente  de 2019 a 2022, que faltam recursos para as universidades federais e institutos de pesquisa para a realização dos diferentes projetos. A queda no investimento é bastante grande, chegando a patamares de 20 anos atrás”, alerta a Profª Dra. Soraya Smaili.

“É um retrocesso muito grande, considerando que são recursos necessários para a manutenção, compra de equipamentos, obras de laboratórios, hospitais e pesquisas de diferentes tipos. Sem estas verbas, a Ciência está sendo fortemente prejudicada e sucateada, especialmente em um período tão crítico para a saúde no Brasil”, considera também.

A farmacologista relembra que a falta de recursos nestes últimos anos está levando a um quadro de evasão de estudiosos qualificados. Com isso, doutores formados estão indo para outros países para trabalhar porque encontram menos possibilidade de emprego no Brasil. Também há o cenário dos mestrandos e doutorandos que estão deixando de fazer a pesquisa.

De acordo com o Geocapes, em 2020 foi registrada uma queda de 18% no número de doutorados. Segundo a Profª Dra. Soraya Smaili, essa queda deve continuar em 2021. isso porque os efeitos dos cortes de gastos aparecem dois ou três anos depois, quando se trata da pesquisa, portanto o país ainda deve sofrer com as consequências futuramente.
Entre os países da América latina, o brasil está entre os que têm menor número de doutores por 100 mil habitantes, que é um parâmetro utilizado pelos diferentes países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil está muito aquém de vários dos nossos vizinhos da América Latina e mais ainda aquém dos países desenvolvidos, como a Dinamarca, Noruega, Coreia do Sul, entre outros”, diz a Profª Dra. Soraya Smaili.

“O relatório do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência e Tecnologia (CGEE) mostra também um aumento do desemprego também de mestres e doutores. Tudo isso é uma combinação explosiva, ou seja, um desmonte no sistema de Ciência e Tecnologia no nosso país, o que terá graves consequências para o desenvolvimento econômico”, finaliza.

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