Prêmio ICL de Jornalismo busca dar projeção nacional a reportagens produzidas no interior do país
| Categoria Regional terá dois vencedores, com prêmio de R$ 10 mil para cada trabalho; inscrições seguem até 30 de outubro para reportagens sobre combustíveis e lubrificantes, fraudes, crime organizado e impactos do mercado irregular
Histórias que começam em um posto de combustível, em uma estrada, em uma fiscalização municipal ou em uma operação policial realizada longe dos grandes centros podem revelar problemas de alcance nacional. Com esse olhar, o Instituto Combustível Legal (ICL) quer ampliar a participação de jornalistas do interior do Brasil no Prêmio ICL de Jornalismo 2026, que recebe inscrições até 30 de outubro e terá uma categoria específica para valorizar reportagens de alcance local e regional. Na categoria Regional, dois trabalhos serão premiados com R$ 10 mil cada. Ao todo, o Prêmio ICL de Jornalismo distribuirá R$ 70 mil entre as categorias Regional, Nacional e Série. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site oficial do prêmio: Link. A iniciativa parte da constatação de que parte importante dos problemas relacionados ao mercado irregular de combustíveis é identificada primeiro no âmbito local. Casos de adulteração, bombas que entregam volume inferior ao registrado, sonegação, roubo e furto de combustíveis, irregularidades no transporte, impactos ambientais e atuação de organizações criminosas frequentemente são acompanhados por jornalistas de cidades do interior antes de ganharem dimensão estadual ou nacional. Para o presidente do ICL, Emerson Kapaz, fortalecer a presença do jornalismo regional no prêmio também significa ampliar a compreensão sobre como as ilegalidades se manifestam de formas diferentes pelo território brasileiro. “O jornalista que está no interior muitas vezes é o primeiro a perceber que existe algo errado. É ele quem acompanha a fiscalização de um posto, uma operação policial, uma denúncia de consumidores ou uma movimentação que pode parecer apenas local, mas que, quando investigada, revela problemas muito maiores. Queremos que essas histórias tenham visibilidade nacional e, por isso, criamos um reconhecimento específico para a produção regional”, afirma Kapaz. Histórias locais podem revelar problemas nacionaisA cadeia de combustíveis está presente em praticamente todos os municípios brasileiros e tem impacto direto sobre a vida da população. Por isso, a cobertura regional ocupa posição privilegiada para identificar irregularidades e mostrar seus efeitos sobre consumidores, preços, concorrência, arrecadação pública e segurança. Em diferentes regiões, os desafios também assumem características próprias. Em áreas de fronteira, contrabando e circulação irregular de produtos podem ganhar maior relevância. Em corredores rodoviários, furtos e roubos de combustíveis e irregularidades no transporte podem gerar pautas de interesse público. Nas cidades, fiscalizações de postos, problemas relacionados à qualidade e à quantidade do produto comercializado, sonegação e concorrência desleal podem dar origem a investigações com repercussão muito além do município onde começaram. “Nem toda grande investigação nasce em Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro. Muitas das melhores histórias começam com um repórter acompanhando de perto o que acontece na sua cidade e fazendo as perguntas certas. O jornalismo regional tem proximidade com as fontes e com a população e pode revelar conexões que ajudam o país inteiro a entender como funciona o mercado ilegal”, destaca Emerson Kapaz. Dois prêmios de R$ 10 mil para reportagens regionais A categoria Regional é destinada a reportagens publicadas em veículos ou editorias de alcance local ou regional, com atenção aos impactos do setor sobre comunidades e economias locais. Inscrições: até 30 de outubro de 2026, às 23h59
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