As medições devem seguir critérios específicos de cada tanque de combustível. (Foto: Divulgação/Korth)
Diferenças na medição podem representar dezenas de litros e centenas de reais; especialista explica o que avaliar antes de apontar perdas no recebimento de combustível
Uma diferença de apenas cinco milímetros na medição do nível de um tanque pode representar cerca de 75 litros de diesel. Embora pareça pequena, essa variação pode gerar dúvidas sobre o volume recebido e até levar à conclusão equivocada de que houve perda de combustível.
Isso acontece porque a altura do líquido não corresponde diretamente ao volume armazenado. Para converter milímetros em litros, é necessário considerar a geometria do tanque e sua tabela de arqueação, que relaciona o nível medido à quantidade de combustível.
Em um tanque cilíndrico horizontal de aproximadamente 30 mil litros, com 2,5 metros de diâmetro e seis metros de comprimento, cada milímetro representa cerca de 15 litros quando o combustível está próximo à metade da altura. Porém, essa relação muda conforme o reservatório enche ou esvazia.
“Uma diferença de poucos milímetros pode parecer insignificante, mas representar dezenas de litros e até centenas de reais. O problema é quando essa variação é interpretada automaticamente como perda, sem considerar as características do tanque e a precisão da medição”, explica Nelson Margarido, diretor operacional da Korth, empresa especializada em gestão e controle de abastecimento.
O que verificar antes de apontar perdas?
No recebimento de diesel, é comum comparar o volume informado na nota fiscal com a variação do estoque no tanque. Entretanto, diferenças entre esses números não significam necessariamente que houve falta de produto.
Além da geometria do reservatório, fatores como temperatura do combustível, calibração dos instrumentos, condições de instalação e incerteza das leituras podem influenciar o resultado. Também é fundamental utilizar uma tabela de arqueação adequada ao tanque e verificar se os procedimentos de medição foram realizados corretamente.
“Não se trata de ignorar diferenças, mas de saber interpretá-las. Quando a empresa conhece as características dos seus tanques e a margem de incerteza das medições, consegue identificar com mais segurança o que é uma variação normal e o que realmente precisa ser investigado. É assim que construímos uma gestão em que cada litro é confiável”, destaca Margarido.
Para o especialista, a confiabilidade dos dados é essencial para evitar decisões equivocadas, reduzir conflitos no recebimento e fortalecer o controle sobre um dos principais custos das operações de transporte e logística.
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Sobre a Korth
Fundada em 1991, em São Carlos (SP), a Korth é uma empresa brasileira especializada em tecnologia para controle e automação de abastecimento. Com soluções que unem simplicidade, segurança e confiabilidade, a Korth atende setores como agronegócio, florestal, mineração, grandes obras e logística, ajudando empresas de todos os portes a automatizar e otimizar o consumo de combustível. Detentora de patentes nacionais e pioneira no uso de RFID para identificação de veículos e equipamentos, a Korth soma mais de 1.000 clientes ativos e 10 mil veículos identificados em todo o país.
Mais informações em: www.korth.com.br.
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