Personalize as preferências de consentimento

Utilizamos cookies para ajudá-lo a navegar com eficiência e executar determinadas funções. Você encontrará informações detalhadas sobre todos os cookies em cada categoria de consentimento abaixo.

Os cookies categorizados como “Necessários” são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para ativar as funcionalidades básicas do site.... 

Sempre ativo

Necessary cookies are required to enable the basic features of this site, such as providing secure log-in or adjusting your consent preferences. These cookies do not store any personally identifiable data.

Não há cookies para exibir.

Functional cookies help perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collecting feedback, and other third-party features.

Não há cookies para exibir.

Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics such as the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.

Não há cookies para exibir.

Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.

Não há cookies para exibir.

Advertisement cookies are used to provide visitors with customized advertisements based on the pages you visited previously and to analyze the effectiveness of the ad campaigns.

Não há cookies para exibir.

“MP da grilagem” estimula desmatamento, afirma presidente do Proam

Cem entidades ligadas ao meio ambiente encaminham ofício à PGR solicitando medidas para sustar MP no Congresso, com base em nota técnica do MP que considera o texto inconstitucional
 Cerca de 100 entidades ligadas ao meio ambiente encaminharam  ao procurador geral da República, Augusto Aras, nesta segunda-feira (11), ofício solicitando medidas para sustar no Congresso Nacional a votação da Medida Provisória 910 do governo, de dezembro do ano passado, que trata de novas regras para a regularização fundiária no país. Conforme o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), uma das entidades que assinam o documento,,se a MP for aprovada (o prazo final para análise do Congresso é o próximo dia 19 de maio), trará grandes prejuízos à sociedade e estimulará o desmatamento de grandes áreas no Brasil, como a Amazônia.
O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à PGR nota técnica mostrando a inconstitucionalidade da MP, que altera a Lei 11.952, de 2009, e  permite, entre outras coisas, a ampliação em mais de quatro vezes do tamanho das propriedades da União que podem ser regularizadas. Será autorizada a regularização de imóveis de áreas de até 2.500 hectares com autodeclaração. Antes, apenas quem tivesse até 440 hectares tinha o direito de fazer a regularização e com vistoria.
Segundo Carlos Bocuhy, presidente do Proam, a MP, conhecida como “MP da grilagem”, “estimula a ocupação ilegal, o desmatamento e diz respeito a uma área do tamanho do Sudeste do Brasil, dos Estados de São Paulo, Rio, Minas e Espírito Santo juntos”. A área em questão, afirma o ambientalista, é a Amazônia, “fundamental para a manutenção do equilíbrio climático de toda a América do Sul, uma vez que fornece chuvas e equilíbrio pluviométrico para as nossas cidades e a agricultura”.
Para o presidente do Proam, “utilizar de uma medida como essa, inconstitucional, para promover a anistia e estimular o desmatamento é um crime contra a sociedade brasileira, contra a biodiversidade, além de favorecer o aquecimento global”. O Proam argumenta, em seu ofício, que o assunto vem sendo pouco debatido no Congresso, em função da pandemia da Covid-19, e a MP pode ser aprovada de forma açodada, o que, além de anistiar os que já cometeram crimes ambientais, sinaliza no sentido de facilitar para novos crimes no futuro. “Se a MP for aprovada, será um grande retrocesso.”

——

Sobre o Proam

O Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) é uma organização não-governamental que estimula ações e políticas públicas com a finalidade de tornar o ambiente saudável, principalmente em grandes áreas urbanas. Fundada em abril de 2003, a ONG é presidida pelo ambientalista Carlos Bocuhy (conselheiro do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama).

Desde sua fundação, o Proam tem trabalhado em defesa da boa normatização e indicadores ambientais para a elaboração de políticas públicas, realizando diagnósticos ambientais, vistorias, denúncias e cobrança de soluções e da eficácia na atuação dos órgãos competentes. Além disso, a ONG desenvolveu a campanha ambiental “Billings, Eu te quero Viva!” e o programa Metrópoles Saudáveis. Este programa, atualmente em andamento, é coordenado pelo Proam e apoiado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.