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Encruzilhada digital: no Dia Nacional da Umbanda, teólogo fala sobre intolerância religiosa

A espiritualista, Kélida Marques, comenta como lidou com a situação sem parar seus trabalhos que conquista novos adeptos, dia após dia.

Com a chegada da pandemia, tivemos o fechamento de vários estabelecimentos, comércios, e não foi diferente no lado religioso, igrejas, templos, terreiros não puderam receber seus frequentadores. Bem menos visíveis nas mídias, as tradições de raiz africana, que contam com cerca de 5 milhões de adeptos, segundo dados do DataFolha, começaram a abrir caminhos digitais na pandemia, mesmo que de forma tímida e sem muita mídia.

Mas essa migração para o digital é algo novo? Para alguns sim! Mas para a espiritualista Kélida essa prática já faz parte da sua rotina muito antes da pandemia chegar. Com mais de 950 mil inscritos no seu canal no Youtube, 60 mil seguidores no Instagram, Kélida é o que podemos chamar de benzedeira moderna. Totalmente fora daquele estereótipo das velhinhas em trajes puídos em casebres escuros com dizeres sussurrantes, na era da tecnologia, Kélida é antenada e tanto em vídeos nas redes sociais, quanto em lives ao vivo, Kelida promove verdadeiros mutirões de pessoas interessadas na prática, tudo de forma voluntária e online.

“Comecei na internet em 2012 oferecendo consultas de tarot mas sem revelar o me rosto. O preconceito e as represálias que minha família poderiam sofrer eram grandes e por isso precisava me esconder para fazer aquilo que considero o meu chamado” – pontua Kelida.

A demonização das religiões de matriz africana tem origem no racismo que acompanha o povo negro há séculos, as agressões e intolerâncias não são isoladas e por incrível que pareça, essa intolerância muitas vezes vem da própria comunidade religiosa. Com o passar dos anos, o número de denúncias relacionadas a intolerância, não param de crescer. Segundo a ONDH, Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, houve um aumento de 41,2% no primeiro semestre de 2020, em relação ao mesmo período de 2019.

Segundo o teólogo e pastor  Rodrigo Moraes, essa discriminação acontece em virtude de vários fatores, “Para mim é inegável que os ensinamentos de Jesus de Nazaré destoam veementemente do cristianismo colonizador que experimentamos aqui no Brasil há séculos. Essa consciência cristã imperial entende que Deus é uma propriedade exclusiva da sua liturgia, e, portanto, demonizam tudo o que é diferente dela” – resume.

“Fora a família, recebi ataques de outras pessoas, de membros da religião inclusive, que me chamavam de atriz, quando eu fazia as lives com as entidades. Recebi enxurrada de críticas, calúnias, fui motivo de gozação dentro do próprio meio espiritual, quando fui impedida de fazer uma ação na TV porque eu estava vestida de cigana. Eles me disseram que a apresentadora não queria fazer a ação e pediram para eu trocar de roupa. Claro que não aceitei e nunca aceitaria, aquilo foi uma das piores coisas que já sofri, porque foi cara a cara mesmo”, comenta Kélida.

Ainda de acordo com Rodrigo Moraes, “a grande e chocante notícia é que Deus não é católico romano ou evangélico protestante. Deus não pode ser contido em uma religião ou preso a uma liturgia humana qualquer. A resistência das religiões africanas em solo nacional, mesmo em meio à tantas perseguições, julgamentos e crueldade, é um exemplo de superação e garra” – conclui o teólogo.

Com a ajuda da internet, a espiritualista tem conseguido ganhar seu espaço e pensa em grandes ações para os próximos anos. “Meu sonho é construir um hospital espiritual de acolhimento, uma creche e uma ONG onde posso ajudar mulheres vítimas de violência doméstica tanto no quesito psicológico, espiritual quanto com formações profissionais. Vou conseguir!”

Sobre Cigana Kélida: Detentora de um dos principais canais do YouTube sobre Espiritualidade com mais de 830 mil inscritos e mais de 60 milhões de views em seus vídeos, Kélida que também é psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana  realiza atendimentos online, promove rituais de cura, benzimentos e vigília, de maneira constante e gratuita. Faz previsões, rituais, responde perguntas através do baralho cigano e fala com propriedade sobre conexões entre almas, cartas psicografadas, numerologia e terapias alternativas. Com toda essa bagagem espiritual (bruxa naturalista na linhagem de São Cipriano por tradição familiar) e profissional (formada em psicologia), a mística espiritualista atua unindo corpo, mente e espírito sempre com um pouco de magia. www.ciganakelida.com

 

Sobre Rodrigo Moares: teólogo, formado em Gestão de Projetos e pós-graduado em Teologia e Ministério. Pastor Sênior da Igreja Batista Mosaico, Diretor do Seminário Teológico Mosaico (STM) e Presidente do Instituto Reino do Bem. www.rodrigomoraespastor.com.br

 

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