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Economia empresarial: Quais são as implicações financeiras das mudanças climáticas?

Por Gibran Felippe

 

Um dos riscos mais significativos e talvez mais incompreendidos que as organizações enfrentam atualmente diz respeito às mudanças climáticas. Embora seja reconhecido que a emissão contínua de gases de efeito estufa causarão mais aquecimento, podendo levar o planeta a consequências severas, o momento exato e a gravidade dos efeitos físicos são de difícil estimativa, o que torno o problema ainda mais singular e desafiador, especialmente no contexto da tomada de decisões econômicas. Essa dificuldade faz com que muitas organizações busquem, erroneamente, alternativas de longo prazo.

Os impactos potenciais das mudanças climáticas nas organizações, no entanto, não são apenas físicos e não se manifestam apenas a longo prazo. Para conter os efeitos desastrosos das mudanças climáticas neste século, quase 200 países concordaram em dezembro de 2015 em reduzir as emissões de gases de efeito estufa e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono. A promessa implica no afastamento da energia de combustível fóssil aliado a uma maior implantação de tecnologias limpas e energeticamente eficientes, que podem ter impactos financeiros significativos de curto prazo.

Para muitos investidores, as mudanças climáticas representam desafios e oportunidades financeiros significativos, agora e no futuro. Estima-se que a transição esperada para uma economia de baixo carbono exigirá cerca de US$ 1 trilhão de investimentos por ano no futuro próximo. Ao mesmo tempo, o perfil de risco-retorno de organizações expostas a riscos relacionados ao clima pode mudar significativamente, pois tais organizações podem ser mais afetadas por impactos das mudanças climáticas, política climática e novas tecnologias.

De fato, um estudo de 2015 estimou o valor em risco, como resultado das mudanças climáticas, ao estoque global total de ativos gerenciáveis como variando de US$ 4,2 a US$ 43 trilhões entre agora e o final do século. O estudo destaca que “grande parte do impacto nos ativos futuros virá de um crescimento mais fraco e retornos de ativos em toda a linha de produção”. Isso sugere que os agentes da cadeia podem não conseguir evitar riscos ao sair de certas classes de ativos, pois uma ampla gama de tipos de ativos pode ser afetada.

Assim, devem ser consideradas estratégias e alocação mais eficientes de capital. Organizações que investem em atividades que podem não ser viáveis a longo prazo, serão menos resilientes à transição para uma economia de baixo carbono; e seus investidores provavelmente terão retornos mais baixos.

*Gibran Felippe é Professor de Gestão de Riscos em Agronegócios dos cursos de MBA do ISAE Escola de Negócios.

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