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Dor na relação sexual não é normal: quando o desconforto pode indicar alterações da saúde íntima

Ressecamento vaginal, perda de elasticidade e mudanças hormonais podem comprometer a qualidade de vida e a vida sexual; tratamentos modernos ajudam a restaurar conforto e funcionalidade da região íntima.

 

Sentir dor ou desconforto durante o ato sexual é uma queixa recorrente nos consultórios ginecológicos, mas frequentemente silenciada por tabus ou pela falsa ideia de que o problema faz parte do envelhecimento natural do corpo. Alterações na saúde íntima, como o ressecamento vaginal, a perda de elasticidade dos tecidos e as oscilações hormonais típicas de fases como o pós-parto e a menopausa, impactam diretamente a qualidade de vida e o bem-estar emocional das mulheres. O alerta dos especialistas é claro: sentir dor na relação nunca deve ser considerado algo normal.

 

Para a sócia da Clarizia Saúde da Mulher, o primeiro passo para resolver o problema é desfazer o estigma e buscar avaliação médica especializada. “Muitas pacientes chegam ao consultório acreditando que o desconforto é um caminho sem volta, o que gera um desgaste enorme na autoimagem e nos relacionamentos. No entanto, na enorme maioria dos casos, a dor tem causa física identificável e tratamento eficaz”, explica a ginecologista e pós-doutora, expert no assunto.

 

A atrofia vulvovaginal é uma das causas mais frequentes desse quadro. Com a queda nos níveis de estrogênio, a mucosa vaginal perde espessura, lubrificação e capacidade de estiramento, tornando o atrito doloroso e causando até pequenas fissuras na região. Além das questões hormonais, fatores como infecções de repetição, endometriose, contraturas da musculatura pélvica e o uso de determinados medicamentos também podem desencadear o sintoma.

 

Felizmente, a medicina avançou significativamente no campo da ginecologia regenerativa, oferecendo alternativas que vão muito além dos lubrificantes temporários. Tecnologias como o laser vaginal, a radiofrequência íntima e led atuam na estimulação do colágeno local e na melhora da vascularização do tecido. “Essas terapias devolvem a umidade, a espessura e a elasticidade saudáveis ao canal vaginal, restaurando a funcionalidade da região sem a necessidade de procedimentos invasivos”, destaca a médica da clínica.

 

A personalização do diagnóstico é indispensável para identificar se a origem da dor é hormonal, estrutural ou muscular, permitindo associar diferentes abordagens, inclusive a fisioterapia pélvica. Quando tratada adequadamente, a mulher recupera não apenas o conforto físico nas relações, mas também a sua confiança e a saúde integral em qualquer fase da vida.

 

Acompanhe a Clínica Clarizia no instagram: @clarizia.saudedamulher

Fonte: Dra. Alessandra Clarizia | Ginecologista e pós-doutora, com atuação em ginecologia regenerativa e sócia da Clarizia Saúde da Mulher.

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