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Dia da indústria: 5 obstáculos que impedem crescimento das micro e pequenas empresas da categoria

Apesar de vantagens competitivas, ainda é necessário quebrar barreiras para um ambiente mais favorável ao crescimento industrial do Brasil

 

No Dia Nacional da Indústria, celebrado em 25 de maio, é importante refletir sobre a importância desta força de trabalho que move o Brasil e os desafios que impedem o crescimento das micro e pequenas empresas desta categoria. A indústria é vital para o desenvolvimento econômico, acadêmico, estratégico e social de qualquer país, e o Brasil não é exceção. No entanto, para que o setor industrial brasileiro atinja todo o seu potencial, é necessário superar uma série de obstáculos que os líderes vêm enfrentando no país.

“Neste Dia da Indústria, é crucial reconhecer os desafios que as micro e pequenas indústrias enfrentam em nosso país. Superar essas barreiras é essencial para promover um ambiente mais favorável ao crescimento industrial e ao desenvolvimento econômico sustentável”, afirma Joseph Couri, presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (SIMPI).

O Brasil é abundante e dotado de recursos naturais e energia limpa. Essas vantagens competitivas colocam o país em uma posição privilegiada. Além disso, podemos aproveitar a nova dinâmica geopolítica global, na qual os países mais desenvolvidos estão buscando parcerias com mercados geograficamente próximos e mais favoráveis em termos de segurança e previsibilidade.

Apesar desse cenário propício ao crescimento industrial em várias áreas, é importante reconhecer que enfrentamos desafios urgentes, especialmente no âmbito das Micro e Pequenas Indústrias (MPIs). Precisamos identificar as razões por trás desses obstáculos e buscar soluções eficazes para superá-los.

Diante dessa situação, o presidente do SIMPI, Joseph Couri, traz nesse texto cinco desafios que demandam atenção e ação imediata: desbancarização, dificuldades de contratação, problemas de faturamento, índice elevado de custos e dificuldades de acesso ao crédito. Essas questões precisam ser efetivamente resolvidas e transformadas, exigindo um comprometimento sério para mudar o atual cenário.

“Superar essas barreiras é essencial para promover um ambiente mais favorável ao crescimento industrial e ao desenvolvimento econômico sustentável”, diz Joseph Couri – Crédito: Divulgação

Desafio 1: desbancarização das MPIs

desbancarização tem se destacado como um dos principais problemas entre as micro e pequenas indústrias no Brasil, gerando uma dinâmica econômica que merece atenção.

De acordo com dados da pesquisa Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria, realizada pelo Datafolha a pedido do SIMPI (Sindicato da Micro e Pequena Indústria), dentre as empresas que não usam conta bancária jurídica (28%), 87% afirmam usar contas pessoais em nomes de indivíduos para movimentar os recursos da empresa e 13% apenas em dinheiro, demonstrando uma adaptação criativa, porém frágil, aos desafios financeiros enfrentados. Essas empresas têm CNPJ e estão formalizadas, mas não realizam transações por meio de uma conta PJ.

Além disso, a pesquisa revelou uma preocupante associação entre a avaliação dos negócios e a probabilidade de fechamento no curto prazo. No grupo dos desbancarizados, os líderes afirmam que suas empresas têm um risco 72% maior de fechamento em comparação com as bancarizadas, indicando uma necessidade de apoio financeiro diante de imprevistos ou dívidas que poderiam levar ao fechamento das portas.

Desafio 2: ocupação de vagas de emprego

Outro ponto a ser considerado é a geração de empregos dentro da indústria, com cerca de uma em cada quatro empresas (27%) tendo vagas de emprego abertas que não conseguem preencher. Esse índice é superior ao registrado entre agosto e setembro do ano passado (21%), sendo a falta de capacitação da mão de obra disponível no mercado apontada como a principal dificuldade para contratação, seguida pela escassez de pessoas disponíveis.

Desafio 3: desempenho financeiro das MPIs

No que diz respeito ao faturamento das MPIs, a satisfação caiu de 43% para 33%, representando o pior desempenho registrado ao longo do levantamento. A margem de lucro referente ao mês anterior também apresentou uma queda na satisfação, passando de 38% para 32%.

Ademais, a margem de lucro também enfrentou um revés, com a satisfação caindo de 38% registrado em fevereiro de 2024 para 32% em março. Este é o menor valor já registrado pelo levantamento, iniciado em 2022.

Desafio 4: índice de custos de produção

Além disso, o índice de custos, embora tenha mantido estabilidade em relação ao bimestre anterior, ainda se encontra em patamar elevado, com 38% das empresas relatando altas significativas nos custos da produção no mês anterior à pesquisa, principalmente em matéria-prima e insumos (25%).

Outro dado que reflete no custo de produção é expectativa da inflação, o cenário apresenta-se predominantemente pessimista, 47% dos entrevistados acreditam que vai aumentar. Enquanto isso, a parcela das empresas que mantêm uma visão otimista permaneceu estável em 11%. É importante notar que, no contexto das microempresas, o pessimismo é ainda mais acentuado, atingindo quase metade das entrevistadas, totalizando 48%. Além disso, 45% das empresas entrevistadas relataram uma diminuição no poder de compra, enquanto apenas 18% afirmaram que ele aumentará.

Desafio 5: taxa de juros para empréstimos

Por fim, a pesquisa destaca a taxa de juros como o principal obstáculo para a obtenção de empréstimos ou financiamentos, no total 44% afirma que é maior dificuldade, com 63% das pequenas empresas relatando dificuldades com as taxas oferecidas. A falta de linhas de crédito adequadas ao porte das MPIs foi mencionada como um desafio adicional (24%).

Essas dificuldades de acesso ao crédito têm impacto em diversos outros aspectos, 45% das empresas enfrentam insuficiência de capital de giro, 11% recorre ao cheque especial como fonte de capital de giro e apenas 8% obtém acesso ao crédito por meio de empréstimos para pessoa jurídica.

“Esses números refletem a urgência de medidas eficazes para resolver esses desafios e promover um ambiente mais favorável ao crescimento e desenvolvimento das micro e pequenas indústrias no Brasil”, afirma Joseph Couri, presidente do SIMPI. Couri ressalta ainda que o Sindicato está na expectativa de que as medidas dos governos, do municipal ao federal, cheguem efetivamente na ponta, melhorando a condição e o otimismo da categoria, quando de fato alcançarem o micro e pequeno empresário. Além disso, destaca que o SIMPI trabalha incansavelmente, unindo forças para superar tais obstáculos e contribuir para o avanço do país.

Sobre a pesquisa

Pesquisa encomendada pelo SIMPI e realizada pela Datafolha, o Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria, mostra a situação real da categoria. A coleta de dados ocorreu entre os dias 12 e 28 de março de 2023, foram realizadas 715 entrevistas.

Para consultar outros dados da 12ª edição da Pesquisa do Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria, por favor, entre em contato com a equipe de Assessoria de Imprensa.

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