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Como evitar perdas no setor de commodities com instabilidade no mercado financeiro

Oscilação do dólar e crise gerada com avanço do coronavírus pelo mundo exigem cuidados no campo

A crescente do dólar vem deixando o mercado financeiro instável. A moeda norte-americana, que no começo do ano estava em R$ 4,02, ultrapassou todos os recordes e chegou a R$ 5,06 nesta segunda-feira (16). A Bolsa de Valores de São Paulo e os mercados internacionais já estão sentindo o peso da valorização da moeda, devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). 

Para Débora Toledo, advogada tributarista e assessora de investimentos, esse é um momento importante para olhar para o agronegócio brasileiro. “É hora de proteger as safras para gerar rentabilidade para o país com as exportações”, garante. Ela acrescenta que é fundamental o gerenciamento de risco das commodities para atravessar essa fase sem entrar no vermelho. 

“Foi-se o tempo que o maior problema do setor estava associado a fatores biológicos e geofísicos, como tempo, condições do solo, pragas, queimadas… A tecnologia permitiu essa redução de risco na produção. Mas agora é muito normal o produtor ser diretamente afetado pela oscilação do preço das commodities, podendo chegar até mesmo à falência”, pondera a especialista.

Para Débora, uma forma de driblar isso é através do uso dos derivativos agrícolas. Eles podem ser utilizados tanto para fins de alavancagem do negócio como para fazer hedge. A prática do hedge, uma operação que fixa o valor do contrato de compra e venda para impedir perdas futuras com possíveis oscilações da moeda, tem permitido que produtores e compradores se protejam frente ao aumento no preço dos produtos. “Essas ferramentas já são usadas pelos grandes players do mercado e são essenciais para cobrir os custos e ainda permitir um aumento na margem de lucro”, explica. “Faltam os pequenos e médios produtores aderirem”. 

A especialista ainda ressalta que, como a moeda-norte americana é usada para fazer essas transações, a alta da mesma faz com que aumente a produtividade interna no país, já que reduz a concorrência com as importações. É hora de aproveitar e produzir muito. Até porque as exportações estão mais competitivas. 

Alguns setores do mercado de commodities estão em baixa devido à essa turbulência no mercado de câmbio, como é o caso do boi gordo, que teve queda de 1,6% na segunda semana de março, de acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado. Já as usinas de açúcar do Brasil fizeram hedge de 78% dos embarques, níveis maiores que o normal, para que a safra não  sofra com a queda no mercado. 

O caso da soja no país (maior exportador mundial do produto) apresenta um cenário otimista, já que os preços foram superiores nas últimas semanas e atingiram o nível mais alto desde outubro de 2018, segundo o indicativo da Safras & Mercado. Com isso, grande parte da safra está protegida da instabilidade financeira global. “Basta olhar o que está sendo feito ao redor e usar de exemplo. O período é complicado para muitos setores. Mas o agronegócio tem tudo para se dar bem com ele. Basta tomar os cuidados necessários”, conclui a assessora. 

Sobre a Débora Toledo

Formada em Direito pela PUC-RJ, Débora Toledo é advogada tributarista e assessora de investimentos. Fez curso de Gestão de Empresas Familiares na Fundação Getúlio Vargas (FGV), mesma instituição onde completou o MBA em Mercados Capitais. Com vivência de um ano fora do país, na Inglaterra, Débora acredita que investir no Brasil não se trata apenas de uma conquista pessoal e uma forma de mudar de vida, mas também de uma contribuição para a sociedade. A especialista aborda temas relacionados a fusões e aquisições, startups, dólar, influência do contexto internacional no cenário brasileiro, reforma administrativa e tributária, entre outros. Tudo com a expertise de quem não só atua na área de investimentos há anos, como entende da legislação que impacta toda operação.

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