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Ação social leva cerca de 500 crianças e adolescentes a jogo do Ferroviário pela Série D do Brasileirão

Mobilização organizada pela AAFAC – Associação Amigos Ferroviário Atlético Clube, com o apoio de empresas parceiras, reuniu jovens de projetos sociais, que representaram 20% do público do Estádio Presidente Vargas

Fortaleza, julho de 2026 – Cerca de 500 crianças e adolescentes atendidos por projetos sociais do Ferroviário e parceiros acompanharam a partida entre Ferroviário/CE e Goiatuba/GO, realizada no último domingo (26), no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. O jogo de volta das oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro reuniu aproximadamente 2,4 mil torcedores, dos quais cerca de 20% participaram da mobilização promovida pela Associação dos Amigos do Ferroviário Atlético Clube (AAFAC).

A ação social mobilizou 15 ônibus e reuniu os núcleos da capital do projeto “Casa de Craques”, além de organizações sociais convidadas, como a “Escola de Campeões”, do Instituto Aço Cearense, e o “Espaço Viva Gente”, do Governo do Estado do Ceará. A estrutura incluiu transporte, pulseiras e coletes de identificação, balões e lanches para receber os jovens com segurança e organização.

A iniciativa contou com apoio da Ferroviário SAF e de empresas como ABRO, ADES, Frevo Refrigerantes, CB Distribuidora, Nexti, Neto Tecidos, Rede Saúde, Sindiônibus e SomaPay. Entre os participantes da articulação esteve Marcelo Gomes, CEO da Nexti, empresa brasileira especializada em soluções integradas para Recursos Humanos e vice-presidente do Conselho Deliberativo do Ferroviário, que atuou ao lado do presidente da AAFAC, Carlos André Nogueira de Souza, na mobilização dos parceiros e na preparação da ação.

“Levar centenas de crianças ao estádio exige planejamento, responsabilidade e o envolvimento de muitas pessoas. O resultado aparece quando elas entram na arquibancada, encontram os amigos e vivem uma experiência que pode permanecer na memória por muitos anos. O futebol cria pertencimento e aproxima esses jovens de novas possibilidades para o seu futuro”, afirma Gomes.

Apesar da eliminação do Ferroviário e do adiamento do acesso à Série C, a mobilização deixou um resultado que ultrapassou o placar. As crianças e os adolescentes representaram parte expressiva da torcida e acompanharam de perto um momento decisivo da temporada. Para os organizadores, a presença dos jovens reforçou a capacidade do esporte de produzir vínculos, ampliar horizontes e aproximar comunidades do clube.

“Eu nunca tinha ido a um estádio de futebol e gostei de ver a torcida, os jogadores e todo mundo cantando junto. Foi um dia diferente, e mesmo com a derrota, saí com a vontade de voltar para assistir a outros jogos e fazer parte novamente de toda essa festa”, relata Samuel, de 10 anos, participante do projeto.

Projetos sociais em todo o estado

A ação faz parte de uma agenda permanente da AAFAC, responsável pelo projeto “Casa de Craques: o futuro que transforma”. A iniciativa atende crianças e adolescentes de 8 a 17 anos em situação de vulnerabilidade social e utiliza o futebol como ferramenta de educação, disciplina, cooperação e desenvolvimento humano. Com duração prevista de 13 meses, a iniciativa alcança 300 jovens com atividades esportivas, materiais, acompanhamento técnico e ações voltadas a hábitos saudáveis e cidadania.

O “Projeto Social – Casa de Craques” está estruturado em dez núcleos, sendo cinco em Fortaleza, nos bairros Barra do Ceará, Sapiranga, Serrinha, Vila Betânia e Vila Velha, e cinco no interior do Ceará, nas cidades de Beberibe, Barbalha, Guaramiranga, Baturité e Quixeramobim. O trabalho combina formação esportiva e desenvolvimento social, com o objetivo de contribuir para a trajetória dos participantes dentro e fora dos campos.

Para Gomes, a continuidade das ações depende da integração entre gestão, responsabilidade social e participação empresarial. “Projetos desta dimensão precisam de governança, transparência e parceiros comprometidos com resultados de longo prazo. Quando empresas e entidades trabalham de forma coordenada, o esporte ganha condições de chegar a mais famílias e contribuir para a formação de crianças e jovens”, conclui.

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