Roberto Lima entrevista

Para Roberto Lima, secretário geral e tesoureiro do Partido Trabalhista Cristão (PTC), bacharel em direito e radialista profissional, o desafio dos partidos na atual conjuntura política é justamente atender as demandas dos candidatos e, principalmente, se unir em torno de um projeto político que faça o país avançar nesse momento de crise política e econômica. Completado um ano e sete meses do governo Michel Temer, Roberto Lima diz, que “as características da política brasileira impedem o Brasil de ser um país democrático. A crise política é reflexo da conduta de alguns políticos que abandonaram a ética, a moral e, ao longo dos anos, dilapidaram os cofres públicos, seja na gestão de empresas públicas ou no exercício parlamentar”. A condenação de políticos populares e tradicionais, acusados de abuso de poder e lavagem dinheiro, é exemplo de tudo isso. Diz o político que o PTC está unido num projeto democrático para o estado do Ceará e que a inserção de novos nomes na política é uma das principais bandeiras do PTC: formar quadros que preservem a ética, a moral e os bons costumes é fundamental para o bom exercício parlamentar, pois é o que a situação exige no momento; uma nova ordem política para o País, ou seja, banir os malfeitores da cena política, aqueles que colocam os seus interesses pessoais acima do cargo que ocupam; isso deve ser determinante no momento do eleitor sufragar seu voto nas urnas.

O Partido Trabalhista Cristão (PTC), abre suas portas para aqueles, principalmente os jovens, que desejam compor sua bancada nas eleições de 2018, trabalhando para valorizar e engrandecer a política, até porque está provado que o ser humano não sobrevive sem a política.

JCC – Quais as consequências dessas medidas já aprovadas na Câmara em relação à Reforma Política e o que pode trazer de positivo em relação aos pequenos partidos? ROBERTO LIMA – As conseqüências são as piores possíveis. Os parlamentares se omitiram e se acovardaram, ficaram de joelhos diante do poder executivo, prevaleceu a dificuldade de dialogar. Podemos dizer que essa reforma nada democrática só fortalece os grandes partidos e tira força dos pequenos, uma vez que é uma afronta aos princípios democráticos partidários.

JCC – Qual o balanço que o senhor faz em relação ao desempenho dos parlamentares eleitos no último pleito de 2014? ROBERTO LIMA – Conservador. Podemos dizer que esse foi o pior Congresso eleito nos últimos tempos. A maioria movida por negócios próprios e colocando o interesse nacional e da população em segundo plano.

JCC – Como mudar a corrompida cultura política? ROBERTO LIMA – Utilizar todos os mecanismos possíveis, em primeiríssimo lugar o esclarecimento da opinião pública e da população mais politizada que, em muitos casos, se tornam reféns da mídia por falta de compreensão. Também aumentando o rigor da lei, por exemplo, com a Lei de Improbidade Administrativa, com a Lei da Ficha Limpa. Mas faz-se necessário democratizar os partidos políticos.

JCC – É necessária outra forma de pensar a política brasileira? ROBERTO LIMA – Acho que é necessária uma reforma ética.

JCC – O PTC vai lançar candidatura própria aqui no Ceará? ROBERTO LIMA – Sim, temos um político muito experiente e competente que vamos lançar para concorrer uma vaga no poder executivo cearense, exvereador de Fortaleza, Ciro Albuquerque. Para o Senado Federal, nosso candidato é o exvereador Robert Burns.

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