Povo massacrado por cima e por baixo

A taxa de investimento do governo federal ainda está muito longe de um país considerado emergente, entre os 10 maiores PIBs mundiais, não contribuindo positivamente para alavancar a nossa economia, estabelecer a retomada do pleno emprego, atraindo investimentos externos, e devolver a alegria do povo brasileiro, no momento massacrado por cima e por baixo.

 

Nesse final de setembro, na reta inicial de preparativos para o período dos festejos de fim de ano, quando podemos prever uma grande euforia da população nas festas natalinas e da passagem de ano, o medo das pessoas em relação ao seu futuro e da sua família ainda é muito forte e patente. É uma realidade visível na população brasileira quando se procura saber o que ou como as pessoas estão enfrentando o seu dia a dia.

Dados recentes apontam que mais de 60% das famílias possuem dívidas e que somente 5% das pessoas estão conseguindo guardar algum dinheiro, ou seja, fazer poupança. Também é patente que 9 em cada 10 trabalhadores estão insatisfeitos com o seu atual emprego. E é uma realidade que mais de 90% das pessoas afirmam que não têm a qualidade de vida que gostariam de ter.

Segundo o último relatório do Fundo Monetário Internacional – FMI a economia brasileira ainda é a nona do mundo, com um PIB – Produto Interno Bruto – acima de 7,3 trilhões de reais dados de 2019 – deve ter um crescimento em torno de 5% neste ano de 2021, em comparação a recessão de 2020, e prevê um acréscimo de cerca de 2% em 2022. São resultados bons, sem dúvida, quando lembramos da paralisação quase total da economia mundial por conta da Covid-19 no ano passado.

No entanto, todos sabemos que a recuperação da nossa economia a partir do segundo semestre de 2021, que tem problemas tanto no âmbito da macro e da micro economia, nesse momento está ainda como uma nuvem que passa sobre as nossas cabeças sem sabermos se o seu resultado vai gerar chuvas para irrigar as nossas plantações. O que já sabemos, conforme os mesmos dados do relatório do FMI, é que o Brasil perderá posições mundiais no próximo relatório, passando para a décima segunda economia.

A questão do valor do dólar que vem provocando pressões sobre os preços de comodities alimentícias e dos combustíveis em especial, a crise energética devido à falta de chuvas e o aumento das tarifas e o seu efeito cascata em todos os serviços e provocando inflação, faz o governo aumentar os juros visando conter pressões mais fortes sobre o consumo em geral, tudo isso sem resultado prático e positivo na economia interna.
Ou seja, custo da cesta básica em alta constante, crédito para as empresas mais caros, desaceleração da economia em vista, queda real do desemprego sem nenhuma realidade, enfim, a população passa por uma enorme angústia mesmo com os índices oficiais mostrarem positividade futura. É uma situação transitória? Sim, devemos confirmar. Mas a comida na mesa do povo é uma situação tangível e que ninguém aguenta abrir mão.

Mesmo as medidas de auxílio emergencial adotada pelo governo brasileiro nos últimos meses e ainda que o novo Bolsa Família venha a ser reajustado, como já é garantia do Governo, infelizmente o quadro de depressão do povo, incluindo principalmente os jovens, não terá mudança. Os investimentos que o Governo Federal vem anunciando nas áreas de ferrovias, saneamento básico, rodovias, etc., também não terão resultados positivos a curto prazo nesses problemas apresentados.

A taxa de investimento do governo federal ainda está muito longe de um país considerado emergente, entre os 10 maiores PIBs mundiais, e contribuir positivamente para alavancar a nossa economia, estabelecer a retomada do pleno emprego, atraindo investimentos externos, e devolver a alegria do povo brasileiro, no momento massacrado por cima e por baixo.

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