Podcast ALFA-EJA Transforma Brasil reúne especialistas para discutir os grandes temas da Educação de Jovens, Adultos e Idosos, em seis episódios já disponíveis
Iniciativa do Projeto ALFA-EJA Brasil promove debates sobre Paulo Freire, mundo do trabalho, cultura popular, direitos humanos, audiovisual e decolonialidade, com novos programas previstos ainda para este ano.
O Podcast ALFA-EJA Transforma Brasil – realizado pelo Instituto de Educação e Direitos Humanos Paulo Freire (IEDHPF) em parceria com a Petrobras – já conta com seis episódios disponíveis ao público. A série, que faz parte do Projeto ALFA-EJA Brasil, reúne pesquisadores, educadores e especialistas para debater temas fundamentais relacionados à Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA), sempre a partir de uma perspectiva crítica, democrática e comprometida com a garantia do direito à educação.
Disponível no YouTube e no Spotify, o podcast busca ampliar o acesso a reflexões sobre práticas pedagógicas, políticas públicas, cultura, trabalho, direitos humanos e os desafios contemporâneos da educação popular, dialogando com educadores, gestores e demais interessados no tema.
Para Paulo Roberto Padilha, gerente pedagógico do Projeto ALFA-EJA pelo IEDHPF, coordenador da série e um de seus âncoras, o podcast fortalece a circulação de experiências, conhecimentos e saberes que contribuem para a transformação social. “Cada episódio é um convite ao diálogo e à reflexão sobre os desafios e as possibilidades da Educação de Jovens, Adultos e Idosos. O podcast amplia vozes, compartilha experiências e reafirma a educação como prática de liberdade, inspirada no legado de Paulo Freire e comprometida com a construção de uma sociedade mais justa e democrática”, destaca.
Episódio 1: A práxis de Paulo Freire e a EJA
Lançado no Dia dos Professores de 2025, o primeiro episódio aborda o tema “A práxis de Paulo Freire e a EJA”. Com a participação de Moacir Gadotti, presidente de honra do IEDHPF, e Ângela Biz Antunes, diretora pedagógica do IEDHPF, com mediação de Paulo Roberto Padilha. O programa discute a atualidade do pensamento freiriano diante dos desafios contemporâneos da educação, destacando a relação entre reflexão, ação e transformação social.
Episódio 2: EJA e o mundo do trabalho
O segundo episódio debate as conexões entre a Educação de Jovens e Adultos e o mundo do trabalho. Participam da conversa os professores Antonio Almerico Lima e Genuíno Bordignon, além da engenheira agrônoma Elisângela dos Santos Araújo. O programa aborda temas como empregabilidade, geração de renda e os desafios de articular formação escolar e demandas profissionais.
Episódio 3: Cultura e arte popular na EJA
O terceiro episódio do podcast foca na valorização da cultura e da arte popular no currículo da EJA, com uma mesa de debates formada pelo professor e doutor em Arte Leandro Oliva, pela professora e doutora em Educação Luiza Christov e pelo poeta André Gravatá. A conversa, em clima muito dinâmico e poético, também com a ancoragem do professor Padilha, destaca a importância de conectar a EJA com a cultura e de fortalecer a colaboração entre Estado e sociedade civil, a fim de ampliar e qualificar as políticas públicas de EJA no Brasil.
Episódio 4: A EJA como Direito Humano
O quarto episódio foi lançado, em 15 de março, data em que se celebra o Dia da Escola, intitulado “A EJA como Direito Humano”, que promove uma reflexão sobre a Educação de Jovens e Adultos como um direito inalienável e um caminho de transformação social. Com mediação de Paulo Roberto Padilha, o programa contou com a participação de Moacir Gadotti e de Miguel Arroyo, professor, sociólogo e escritor.
Episódio 5: Audiovisual, memória e educação
O quinto episódio, lançado no Dia da Educação (28 de abril), destaca o audiovisual como uma ferramenta de registro, conexão e construção de narrativas sobre a Educação de Jovens e Adultos. Apresentado por Marcelo Fonseca, coordenador de Educação a Distância do Projeto ALFA-EJA Brasil, conta com a participação de Ângela Biz Antunes, gerente pedagógica do projeto, e de Catherine Murphy, cineasta, ativista e educadora norte-americana, diretora dos documentários “e “Fonemas da Liberdade” (2021) e Lendo o Mundo” (2025), este último que acabou de vencer o Kikito de Melhor Longa-Metragem Documentário em 2026, na 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado, um dos principais festivais de cinema do Brasil. Este filme tem como tema central a trajetória inicial de Paulo Freire e sua experiência revolucionária de alfabetização de adultos em Angicos, no início dos anos 1960.
Episódio 6: Culturas, Territórios e a EJA na perspectiva da Vida em Plenitude
O sexto episódio, lançado em 20 de maio, Dia do Pedagogo, propõe uma reflexão sobre os conceitos de decolonialidade, o Bem Viver e a Vida em Plenitude. Relacionando essas perspectivas ao pensamento de Paulo Freire. Episódio coordenado por Juliana Akemi Andrade Okawati, mestra em Antropologia Social e pesquisadora do tema, contou com as participações dos convidados, doutores em educação, Reinaldo Matias Fleuri e Paulo Roberto Padilha. Eles conversaram sobre a superação de estruturas históricas de opressão e a construção de caminhos educativos comprometidos com a dignidade humana, a justiça social e o reconhecimento das diversidades culturais e territoriais.
Novos episódios serão lançados no segundo semestre
A série terá continuidade ao longo de 2026. Além dos seis episódios já disponíveis, outros três programas inéditos serão lançados no segundo semestre, ampliando o debate sobre temas estratégicos para a Educação de Jovens, Adultos e Idosos e fortalecendo a disseminação de conhecimentos produzidos no âmbito do Projeto ALFA-EJA Brasil.
Disponibilidade e periodicidade
O podcast está disponível no YouTube da iPF.tv (canal oficial do Instituto Paulo Freire), no Youtube do Projeto ALFA-EJA Brasil e no Spotify. Acesse:
iPT.Tv no YouTube: https://www.youtube.com/@
ALFA-EJA Brasil no Youtube: https://www.youtube.com/@
Spotify: https://open.spotify.com/show/
Sobre o Projeto ALFA-EJA Brasil
Realizado pelo Instituto de Educação e Direitos Humanos Paulo Freire, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o ALFA-EJA Brasil tem como missão promover formações, assessoria pedagógica, oficinas, encontros e ações culturais com foco no fortalecimento da EJA como política pública essencial. A iniciativa busca garantir o direito à educação para pessoas jovens, adultas e idosas e contribuir no combate ao analfabetismo no país.
Ao longo dos próximos anos, até final de 2027, o projeto desenvolverá uma série de ações em 15 municípios de forma presencial e a distância, e em 62 municípios de forma online. As principais iniciativas envolvem formações e assessorias pedagógicas para educadores e gestores da EJA, oficinas de leitura e escrita para educandos, o curso online “Como Alfabetizar com Paulo Freire”, com 24 videoaulas inéditas, a produção e distribuição de outros materiais pedagógicos, como cadernos temáticos de formação e podcasts, encontros comunitários, lives formativas e a criação do Centro de Referência da EJA (CREJA), voltado à memória, formação e articulação local.
Leitura do Mundo: uma análise sobre cada território
A primeira fase do projeto, chamada Leitura do Mundo, foi realizada pela equipe pedagógica do Instituto Paulo Freire, ao longo do mês de abril de 2025, nos 15 municípios que são atendidos de forma presencial e a distância. A etapa envolveu visitas, escutas e diálogos com educadores, gestores, movimentos sociais e comunidades locais, com o objetivo de compreender as realidades e desafios de cada território.
Lançamento oficial foi celebrado em quatro lives no Youtube
O projeto foi lançado em agosto de 2025 com transmissões ao vivo pelo canal da iPF.Tv no YouTube (https://www.youtube.com/@
Três Encontros Presenciais de Assessoria e Formação para as secretarias municipais de educação
Em setembro de 2025, o Projeto ALFA-EJA Brasil realizou formações presenciais em 15 municípios do Norte e Nordeste para secretarias, gestores e educadores da Educação de Jovens, Adultos e Idosos. As atividades apresentaram os resultados da primeira etapa da Leitura do Mundo, promoveram debates, reflexões e momentos culturais, fortalecendo vínculos e alinhando os próximos passos do projeto. Já o segundo encontro, realizado entre março e abril deste ano nos mesmos municípios, teve como tema central a “EJA como Direito Humano: práticas contextualizadas, trabalho e articulação territorial”. Em maio, aconteceu o terceiro encontro, com temáticas sobre diversidade, equidade racial e questões socioambientais. Também aconteceram os primeiros encontros EAD no mês de junho,
Oficinas de Leitura e Escrita com Educandos
Entre outubro e novembro de 2025, o Projeto promoveu as oficinas “Minha história dá um livro”, incentivando educandos da EJA a escreverem suas próprias autobiografias. A iniciativa aconteceu nos 15 municípios, reunindo educandos em atividades de leitura, escrita e reflexão sobre histórias de vida. Inspiradas na obra de Carolina Maria de Jesus e na metodologia freiriana, as oficinas valorizaram as experiências pessoais dos participantes, fortaleceram a autoestima e estimularam o protagonismo dos estudantes por meio da construção de narrativas sobre suas trajetórias. Entre abril e maio de 2026, foram realizadas mais quatro oficinas. A primeira valorizou saberes adquiridos fora da escola, inspirada em Paulo Freire, enquanto a segunda aprofundou essas reflexões a partir das memórias e territórios dos educandos, conectando vivências ao aprendizado escolar. Como resultado, os participantes registraram suas histórias e construíram coletivamente um mural representando suas experiências. Já, nas duas últimas, realizadas entre abril e maio, os educandos escreveram cartas para si mesmos, para os amigos e familiares. Até o final do ano, serão 10 oficinas no total, impactando mais de mil pessoas.
Presença marcante na COP 30
A participação do ALFA-EJA Brasil na COP 30, em Belém, reforçou o compromisso do projeto com o debate sobre justiça climática, desigualdades socioambientais e educação popular. Representado pelo Instituto Paulo Freire, o projeto integrou rodas de conversa, palestras e atividades formativas que relacionaram a Educação de Jovens e Adultos (EJA) aos desafios climáticos vividos por populações amazônicas. A agenda incluiu participação em espaços como o Puxirum de Mulheres Defensoras da Amazônia, atividades no estande do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e debates na Cúpula dos Povos, onde foram compartilhadas experiências dos territórios e reflexões sobre a crise climática vivida nas comunidades dos municípios participantes do projeto.
Curso Como Alfabetizar com Paulo Freire
Já iniciou, gratuitamente, o curso online “Como Alfabetizar com Paulo Freire”, que faz parte do Projeto ALFA-EJA Brasil. A formação é destinada a educadores da EJA de 77 municípios das regiões Norte e Nordeste. Inspirado na educação freiriana, o curso propõe não apenas metodologias, teorias e práticas de alfabetização, mas também uma leitura crítica da realidade e a valorização da EJA como direito fundamental e instrumento de transformação social. O curso, com certificação de até 60 horas de duração, está organizado em três módulos com 24 videoaulas inéditas, materiais complementares e lives interativas. A formação oferece acompanhamento pedagógico, certificação e a possibilidade de os participantes se tornarem coautores de um e-book ao final do curso, inaugurando ou continuando suas trajetórias educacionais como novos autores e autoras de importantes produções educacionais e também artístico-culturais.
Sobre o Instituto de Educação e Direitos Humanos Paulo Freire
Fundado em 1991, o Instituto de Educação e Direitos Humanos Paulo Freire (Instituto Paulo Freire) atua na promoção da educação, dos direitos humanos e da justiça social, inspirado no legado e nos princípios de Paulo Freire.
Por meio de projetos, pesquisas, formações, assessorias e ações de incidência, o Instituto contribui para o fortalecimento da educação pública, da participação cidadã, da democracia e da garantia de direitos, especialmente para populações historicamente excluídas.
Integrante de uma rede internacional presente em mais de 90 países, o Instituto Paulo Freire articula educadores, pesquisadores, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e gestores públicos em torno da construção de sociedades mais justas, democráticas e sustentáveis.
