Indústria do Ceará cresce 2,3% em abril e supera média nacional
A produção industrial do Ceará registrou uma expansão de 2,3% em abril de 2026 na comparação com o mês imediatamente anterior. O resultado superou a média nacional de 0,7% registrada no mesmo período. Os dados constam na Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-PF Regional), divulgada hoje (10) pelo IBGE.
O Ceará apresentou o segundo melhor desempenho do país em abril, atrás apenas da Bahia. Apesar da recuperação na margem, o Estado ainda enfrenta desafios nos indicadores de longo prazo.
No confronto com abril de 2025, a indústria cearense assinalou uma variação negativa de -0,4%, abaixo do desempenho nacional (+2,7%). E no acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o Ceará registra queda de -4,4%, enquanto o Brasil avança 1,7%.
Diversas atividades registraram altas expressivas no índice mensal de abril frente a igual mês do ano anterior. As que apresentaram alta em abril de 2026 foram:
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Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos: 37,7%.
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Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 27,6%.
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Fabricação de produtos de minerais não metálicos: 10,7%.
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Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis: 9,9%.
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Fabricação de bebidas: 6,2%.
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Fabricação de produtos alimentícios: 5,5%.
Em contrapartida, os seguintes setores registraram queda na produção:
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Fabricação de produtos químicos: -22,2%.
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Metalurgia: -14,0%.
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Confecção de artigos do vestuário e acessórios: -11,9%.
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Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados: -7,0%.
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Fabricação de produtos têxteis: -6,0%.
O indicador acumulado nos últimos doze meses revela uma perda de ritmo na indústria local, assinalando uma variação de -1,2%. No contexto nacional, a taxa anualizada avançou 0,7%, registrando um ligeiro ganho de ritmo frente aos meses anteriores. O Ceará foi um dos locais que apontaram maior dinamismo frente ao índice de março.
Sobre a pesquisa:
A PIM-PF Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional, e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.
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