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IA pode gerar R$ 48,2 bilhões para o agro brasileiro até 2030, aponta estudo do Reglab

Tecnologia deve transformar principalmente máquinas, equipamentos e processos no campo, responsáveis por 92% do impacto econômico estimado para o setor

Crédito da foto: Amar Preciado/Pexels.

São Paulo, agosto de 2026 – A inteligência artificial (IA) pode acrescentar R$ 48,2 bilhões ao PIB da agropecuária brasileira até 2030, segundo estudo do Reglab, centro de pesquisa voltado aos setores de tecnologia e mídia, e encomendado pela OpenAI. O valor representa o impacto econômico potencial no setor entre 2027 e 2030 e revela uma característica particular do campo: a maior parte dos ganhos deverá vir da eficiência de máquinas, equipamentos e infraestrutura produtiva.

De acordo com a pesquisa, 92% do impacto estimado para a agropecuária será provocado pelo chamado efeito-capital, enquanto 8% virão do aumento da produtividade dos trabalhadores. Na prática, a inteligência artificial tende a ganhar espaço no campo principalmente ao ser incorporada aos ativos utilizados na produção, tornando-os mais eficientes.

“No agro, a IA encontra um ambiente em que máquinas e equipamentos têm um peso muito grande na produção. Por isso, o principal potencial econômico da tecnologia está em tornar esse capital mais produtivo, melhorando processos que hoje já realiza e os tornando mais eficientes.  A IA pode fazer com que uma máquina opere de maneira mais precisa, tenha menos paradas e utilize melhor os recursos disponíveis”, afirma Pedro Henrique Ramos, diretor-executivo do Reglab.

Entre as aplicações consideradas no estudo estão drones para monitoramento de lavouras, sensores capazes de acompanhar umidade e nutrientes do solo e colheitadeiras que podem ajustar a operação de acordo com as condições do campo. Essas tecnologias já fazem parte do avanço da agricultura de precisão e ajudam a ilustrar como a IA pode ser incorporada à produção agropecuária.

Conectividade será decisiva

Para que os R$ 48,2 bilhões estimados se transformem em ganhos efetivos para a agropecuária, será necessário ampliar as condições para adoção da tecnologia. O estudo aponta a infraestrutura digital no campo como um dos fatores fundamentais para a concretização do potencial estimado.

“A expansão da conectividade rural e da infraestrutura necessária ao processamento de dados é considerada condição para que tecnologias como sensores, máquinas conectadas, drones e outros sistemas de agricultura de precisão possam ser utilizadas em maior escala”, diz Ramos.

O perfil da agropecuária contrasta com o impacto da IA sobre os demais setores do PIB. Diferentemente do agro, quando se analisa a economia como um todo, o maior impacto é na produtividade dos trabalhadores. Considerados os 12 setores analisados pelo Reglab, a inteligência artificial pode adicionar R$ 986,7 bilhões ao PIB brasileiro até 2030, sendo 65% desse impacto associado ao aumento da produtividade dos trabalhadores e 35% à maior eficiência de máquinas, equipamentos e processos.

“Dizer que o ganho vem do capital não quer dizer que o trabalhador some da foto. A colheitadeira ficou mais inteligente, mas alguém continua decidindo quando ela entra na lavoura. Muda o kit de ferramentas: máquinas, sensores e sistemas que aprendem com os dados da própria lavoura.” conclui Ramos.

Sobre o Reglab

Lançado em setembro de 2024, o Reglab é um centro de pesquisas que tem como objetivo apontar tendências e ajudar o desenvolvimento dos setores de tecnologia e mídia. É o primeiro centro de pesquisas privado do Brasil a usar uma tabela de transparência de dados para outros pesquisadores poderem confirmar a credibilidade dos estudos.

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