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João Carlos Marchesan*

Estamos vivendo um momento particularmente difícil no País como um todo e na indústria em particular. Com essa consciência, temos envidado todos os esforços no sentido de minimizar os efeitos deletérios que a pandemia coronavírus está trazendo a todos os brasileiros.

Se até o presente momento, a ABIMAQ considerava importante uma interlocução com os governos federal e estaduais, agora, com o momento que estamos vivendo, essa importância foi multiplicada. Diariamente temos divulgado as medidas que julgamos os governos deveriam adotar e aquelas que tem sido adotadas e quais os impactos que o nosso setor vai sofrer, bem como quais as nossas ações para impedir prejuízos ainda maiores.

Temos um canal aberto com o governo federal e sabemos que muitas das medidas anunciadas pelo tiveram origem em nossos estudos e trabalhos. Temos tido muitas interlocuções com o governo, reuniões, correspondências, telefonemas e etc. Disponibilizamos nossos materiais com análises e possíveis consequências de um período prolongado de dificuldades econômicas, causadas pela pandemia do Covid-19.

O SINDIMAQ e a ABIMAQ estão atuando junto às autoridades fornecendo dados e sugestões para o efetivo combate aos efeitos deletérios da crise, atuando especificamente na manutenção das nossas atividades; manutenção do emprego e medidas para estimular a demanda.

Solicitamos desde dilatação do prazo para pagamentos dos impostos federais por um período de 120 a 180 dias, até autorização para parcelamento de salários por um período determinado, incluindo o adiamento do pagamento dos encargos sobre a folha de pagamento. Entendemos que medidas como Lay Off e redução de jornada com redução proporcional de salários são medidas fundamentais para a manutenção dos empregos.

A necessidade de crédito também fez parte das nossas sugestões. Capital de Giro para folha de pagamentos, fornecedores e impostos são vitais. Entendemos que o BNDES, que possui R$ 140 bilhões em caixa, pode e deve fazer muito mais do que anunciou até aqui.

Outra medida que sugerimos ao governo federal e aos governos estaduais é o adiamente de recolhimento de impostos por 90 dias.

Entendemos que dada a importância da crise e a falta de previsibilidade que os empresários estão trabalhando, os governos deveriam fazer bem mais do que fizeram até agora sob pena de haver muitos problemas com a sobrevivência das empresas e um colapso da economia.

Na esfera sindical, representantes do SINDIMAQ – Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas estão se reunindo constantemente com representantes da Força Sindical e da CUT, negociando questões relacionadas a manutenção de empregos, Lay Off, Redução de Jornada, antecipação de férias, banco de horas e etc.

Sugerimos ainda ao governo retomar em caráter emergencial os investimentos públicos nas obras de infraestrutura que estão paradas desde o início da crise da operação “Lava Jato”, priorizando aquelas com alto poder multiplicador do emprego e renda, já que acreditamos que isto poderia ser gerenciado por um gabinete de crise, com poderes para destravar o rápido início destas obras, que não dependem de projetos ou de licenciamentos sempre morosos e complexos.

Diariamente nos dedicamos à tarefa de interpretar e passar a todos os associados todas as medidas econômicas emergenciais voltadas às empresas e acreditamos sinceramente que se essas medidas forem implementadas rapidamente e de forma eficiente os efeitos do coronavirus sobre a economia brasileira poderão ser atenuados.

*João Carlos Marchesan é administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ

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