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Chora o Violão… Morre o violonista cearense Cláudio Alves

Faleceu o violonista cearense Cláudio Alves, figura querida e conhecida nas rodas de música, cultura e boemia de Fortaleza.

Durante boa parte de sua vida profissional, Cláudio esteve ligado ao Banco do Brasil, onde exerceu a função de gerente no município de Castelo, no estado do Piauí. De volta a Fortaleza, dedicou-se intensamente à música, fazendo do violão um instrumento de amizade, encontro e partilha.

Homem de profundas convicções democráticas, participou ativamente das lutas pela democracia e do movimento sindical. Ao lado da Associart, colaborou em diversos projetos culturais, entre eles o São João do Benfica. Também esteve entre as atrações do Teatro do Humor Chico Anysio, no projeto Mulheres no Cordel, prestando homenagem às guerreiras que mantêm viva a tradição da literatura de cordel.

Com o violão sempre por perto, Cláudio frequentava e animava rodas de música, especialmente no bairro Benfica, tornando-se uma presença marcante pela sensibilidade de suas interpretações e pela generosidade com que compartilhava a arte. Por muitos anos, embalou as tardes dos fins de semana no Bar do Karandiru, na Rua Teresa Cristina, até meados de 2021. Mais recentemente, animava os sábados no projeto Calçada Point Vintage, no ateliê do artista Vlamir de Sousa, espaço que reúne músicos, artistas e apreciadores da cultura em um ambiente de convivência e celebração.

Cláudio Alves circulava com naturalidade entre intelectuais, escritores, jornalistas, músicos, artistas e tantos outros personagens da boemia fortalezense. Mais do que um violonista, era um daqueles que ajudam a construir a memória afetiva de uma cidade — pela música, pela conversa, pela amizade e pela convivência.

Sua voz, seu violão e sua presença marcaram profundamente os espaços culturais e as rodas de encontro de Fortaleza. Cláudio Alves parte, mas permanece vivo na lembrança dos amigos e na história da música e da cultura da nossa cidade.

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