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CEBDS reforça compromisso empresarial brasileiro para a segurança hídrica

Organização defende maior participação do setor privado no setor de saneamento básico no Brasil, como forma de destravar os investimentos e alavancar novos projetos

Rio de Janeiro, 20 de março – No Dia Mundial da Água, o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) reforça o compromisso empresarial para a Segurança Hídrica, assinado durante o Fórum Mundial da Água, em março de 2018. Os 20 grandes grupos empresariais signatários se comprometeram com o desenvolvimento de soluções para a melhor gestão de recursos hídricos em suas atividades, com metas a serem alcançadas até 2025. O objetivo é apresentar os resultados na próxima edição do Fórum Mundial, no Senegal, no próximo ano.

Concebido a partir dos pilares Disponibilidade, Uso e Destinação da água, o documento estabelece seis metas: ampliar a inserção do tema água na estratégia de negócios, mitigar os riscos da água para o negócio, medir e comunicar publicamente a gestão da água na empresa, incentivar projetos compartilhados em prol da água, promover o engajamento da cadeia e contribuir com tecnologias, conhecimentos, processos e recursos humanos. 

Nesse contexto o reúso da água é uma das alternativas que estão sendo exploradas e um dos temas considerados na elaboração do Plano Nacional de Recursos Hídricos, para o período de 2021 a 2040. “A necessidade de um novo marco regulatório para reúso de água no Brasil, atualmente em discussão no Congresso Nacional, é praticamente uma unanimidade entre especialistas, tendo em vista que a segurança jurídica é crucial para garantir investimentos nesse mercado”, diz Felipe Cunha, coordenador da Câmara Temática de Água do CEBDS.

 

Segurança hídrica nos negócios

Fato é que antes mesmo da aprovação do novo marco regulatório, as empresas usuárias e operadoras do setor de água e saneamento no Brasil, podem se engajar e usar da tecnologia em prol da segurança hídrica, sem a necessidade de intervenção do setor público. Um exemplo é o projeto Aquapolo, o maior empreendimento para a produção de água de reúso industrial na América do Sul, resultado de parceria entre a BRK Ambiental e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O empreendimento fornece por contrato 650 litros de água de reúso por segundo ao Polo Petroquímico da Região do ABC Paulista, e tem a Braskem entre os seus principais usuários.

 

Além disso, é possível adaptar instalações industriais para um melhor uso de recursos hídricos. Esse é o caso, por exemplo, da Natura Nasp, que conta com duas cisternas com capacidade para armazenar até 500 mil litros de água de chuva, utilizada no sistema de irrigação e de vasos e mictórios. O sistema proporciona redução de 100% da água potável usada no paisagismo e diminuição de 60,5% de água potável para sanitários e vestiários.

 

“No Dia Mundial da Água é importantíssimo levantarmos esse debate. Algumas empresas, por ainda não terem um entendimento claro sobre o risco da escassez de água para os seus negócios, não perceberam o retorno proporcionado pelo investimento em projetos de reúso. O custo ainda baixo da água no Brasil aumenta ainda mais essa dificuldade. É preciso mostrar às empresas que existe um risco com a escassez, mas em áreas com polos industriais podemos pensar em soluções compartilhadas”, afirma o coordenador da Câmara Temática de Água do CEBDS. 

 

A inovação tecnológica é fator que estimula o reúso e o uso racional da água no Brasil. Há inúmeras plataformas hoje disponíveis e acessíveis, nas quais as empresas podem avaliar e valorar a gestão dos recursos hídricos. É o caso, por exemplo, da SAVEh, que é um sistema de Eficiência Hídrica que a Ambev disponibiliza de forma gratuita com outras empresas no seu sistema de gestão hídrica. No caso da Ambev, houve uma redução de mais de 40% do consumo de água nos últimos 13 anos.

 

Outra ferramenta gratuita disponível para as empresas é o Water Risk Monetizer, desenvolvida pela Ecolab. Trata-se de uma plataforma digital de modelagem financeira disponível para a indústria, por meio da qual é possível avaliar os riscos da água para o negócio no processo de tomada de decisões. Já a Agência Nacional de Águas (ANA) disponibilizou recentemente um aplicativo, o SSEBop BR, que utiliza dados do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) para calcular estimativas de evapotranspiração, dados muito importantes para a agricultura, pois determinam os regimes de chuvas, diminuindo uso da água na irrigação.

 

Saneamento básico: desafio continental

Outro ponto importante nesse contexto é o acesso ao saneamento básico, visto que o Brasil tem dimensões continentais. Hoje, mais de 100 milhões de pessoas não têm coleta de esgoto e 35 milhões de brasileiros não têm acesso à rede de água, de acordo com dados do Instituto Trata Brasil. Calcula-se que o investimento anual necessário para universalizar o serviço até 2033, como prevê o Plano Nacional de Saneamento Básico, seja de R$ 21,6 bilhões. Porém, o atual investimento médio anual no país gira em torno de R$ 10 bilhões.

“O poder público não tem capacidade para responder sozinho ao desafio. Por isso, o CEBDS defende uma maior participação do setor privado neste tipo de serviço, como forma de destravar os investimentos e alavancar novos projetos. Para tal, é preciso ter segurança jurídica e um marco regulatório que permita que isso aconteça”, afirma Cunha. 

O projeto que estabelece o novo marco regulatório do saneamento básico está pronto para começar sua tramitação no Senado (PL 4.162/2019) e abre caminho para o envolvimento de empresas privadas no setor. Os objetivos do texto são: centralizar a regulação dos serviços de saneamento na esfera federal; instituir a obrigatoriedade de licitações e regionalizar a prestação a partir da montagem de blocos de municípios, para que haja uma uniformidade nos modelos de concessões.

Case

Cinco anos após enfrentar a maior crise hídrica dos últimos 40 anos na Região Metropolitana da Grande Vitória (ES), onde está instalada, a unidade siderúrgica da ArcelorMittal – empresa signatária do Compromisso Empresarial Brasileiro para a Segurança Hídrica – em Tubarão colhe hoje os frutos de aperfeiçoamentos operacionais, sem comprometer sua produção. A unidade de reúso da siderúrgica registra 97,5% no índice de recirculação das instalações. A empresa também reduziu em 45% a utilização de água por aço produzido, atualmente na proporção de 2,8 m³ por tonelada. O índice está entre os menores níveis, se comparado à média da indústria mundial.

Os resultados se devem à criação do Plano Diretor de Águas (PDA) ainda em 2014, quando a empresa mapeou os riscos potenciais da escassez hídrica para as suas operações, em especial, o cenário de estresse hídrico do rio Santa Maria da Vitória, principal fonte de captação de água doce da unidade. Em janeiro de 2015, a empresa foi orientada pela Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) a reduzir, em um primeiro momento, a captação em 50%. A restrição impactaria diretamente na produção, uma vez que a água é um componente fundamental no processo siderúrgico.

Sobre o CEBDS

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) é uma associação civil sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento sustentável por meio da articulação junto aos governos e a sociedade civil, além de divulgar os conceitos e práticas mais atuais do tema. Fundado em 1997, reúne cerca de 60 dos maiores grupos empresariais do país, responsáveis por mais de 1 milhão de empregos diretos. Representa no Brasil a rede do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), que conta com quase 60 conselhos nacionais e regionais em 36 países e de 22 setores industriais, além de 200 grupos empresariais que atuam em todos os continentes.

www.cebds.org

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