Capitão do tetracampeonato da Copa do Mundo Dunga marca presença em Congresso Técnico da Taça das Favelas

Na última terça-feira (23), o ex-treinador da Seleção Brasileira e capitão do tetracampeonato da Copa do Mundo de 1994, Dunga, participou do Congresso Técnico da Taça das Favelas,  considerado o maior torneio de futebol de campo entre favelas do mundo competição. Também estavam presentes o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa e o deputado Firmo Camurça, entre outras autoridades.

O evento foi realizado no Teatro do Centro Cultural Doriam Sampaio, em Maracanaú. O objetivo principal foi explicar o regulamento da competição e realizar o sorteio dos confrontos dos times inscritos da região metropolitana. “É um momento de celebrar a cidadania e o esporte como ferramenta de inclusão social”, destacou Preto Zezé, empresário e ativista social.

Os jogos da etapa classificatória com os 32 times da região metropolitana de Fortaleza ocorrerão nos dias 27 e 28 deste mês, no estádio municipal de Maracanaú. A disputa definirá o representante para participar do torneio estadual. Haverá ainda as disputas regionais e, a mais desafiadora, a competição nacional.

A Taça das Favelas é organizada pela Central Única das Favelas (Cufa) e pela Frente de Assistência à Criança Carente (FACC). A competição tem por objetivo promover a inclusão social de centenas de jovens por meio do esporte, influenciando positivamente a realidade dessas pessoas. Para participar da competição, um dos principais critérios é que os atletas residam em favelas do Estado do Ceará e em cidades próximas à Fortaleza, Crateús, Sobral e Juazeiro do Norte. A expectativa é que o torneio impacte diretamente 8 mil jovens e crianças e, indiretamente, entre 25 e 30 mil.

Na categoria masculina, as equipes são compostas por jovens nascidos a partir de 2005. Já na categoria feminina, as equipes contam com jovens com idade igual ou superior a 14 anos. Serão premiadas as três primeiras equipes colocadas, nas duas categorias. Ao todo, mais de 100 mil jovens já participaram da competição nas edições realizadas em várias cidades do País. Tudo começa nas peneiras internas realizadas nas comunidades e vai até a grande final.

A primeira edição da Taça das Favelas foi realizada em 2012 e, além da premiação, o torneio revela talentos das comunidades. Com o passar dos anos, a competição ganhou ainda mais destaque no cenário mundial, tendo sua importância reconhecida por grandes craques do futebol nacional como Zico, Júnior, Bebeto e Romário. No Ceará, a competição conta com o patrocínio do Governo do Estado, Prefeituras de Fortaleza, Maracanaú e Caucaia e Fecomércio Ceará, além do patrocínio da TV Verdes Mares.

Sobre a Cufa
Presente há mais de 20 anos nas favelas brasileiras, a Central Única das Favelas (Cufa) promove atividades nas áreas de educação, lazer, esportes, cultura e cidadania, utilizando ferramentas como grafite, DJ, break, rap, audiovisual, basquete de rua, literatura, entre outros. Além disso, promove, produz, distribui e veicula a cultura hip hop por meio de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições, debates e seminários, promovendo a integração e inclusão social.

Entre os principais projetos da instituição destacam-se o Hutúz Rap Festival, maior evento de hip-hop da América Latina, a LIBRA, Liga Internacional de Basquete de Rua, e a Taça das Favelas, maior campeonato de futebol entre favelas do mundo.

Durante a pandemia do Covid-19, a Cufa utilizou sua capilaridade para conectar a favela e amenizar ao máximo as dificuldades que os moradores de favela enfrentam. Com o programa Mães da Favela, a instituição entregou cestas básicas e chips com internet gratuita por 6 meses, garantindo assim uma segurança alimentar maior e a educação de muitas crianças, que precisavam migrar para as aulas online. Os benefícios são direcionados às mulheres das favelas, que chefiam os seus lares. Por seu conhecimento sobre esses territórios, a Cufa entendeu que ao apoiar essas mulheres, era possível criar uma rede de proteção muito maior e com isso o projeto já atendeu a mais de 6 milhões de pessoas.

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