SaúdeSaúde

Brasil amplia presença médica e mulheres lideram transformação na saúde

O Brasil vive uma transformação silenciosa e profunda na área da saúde: além de já ter ultrapassado a marca de 635 mil médicos em atividade, o país presencia, pela primeira vez, a maioria feminina na profissão. Os dados do estudo Demografia Médica 2025, conduzido pela Universidade de São Paulo em parceria com a Associação Médica Brasileira, revelam um cenário de crescimento. Essa mudança de perfil não se limita ao exercício da medicina, mas se consolida na gestão e na linha de frente dos serviços de saúde. Na Atenção Primária à Saúde (APS), unidade do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar – Ceará -, as mulheres já representam 65,66% do quadro de colaboradores, assumindo protagonismo em áreas estratégicas e no cuidado direto à população.

Edição: Rogério Morais

O Brasil já alcançou a marca de cerca de 635 mil médicos em atividade, atingindo uma média de 2,98 profissionais por mil habitantes — ainda abaixo do recomendado pela OCDE (3,7 por mil). Os dados são do estudo Demografia Médica 2025, conduzido pela Universidade de São Paulo em parceria com a Associação Médica Brasileira, com apoio do Ministério da Saúde. Pela primeira vez na história, as mulheres passaram a ser maioria entre os médicos no país, representando 50,9% dos profissionais. A tendência é de crescimento, com projeção de predominância ainda maior nos próximos anos.

Apesar do avanço no número de profissionais, o estudo revela forte desigualdade na distribuição. Grandes centros urbanos concentram a maior parte dos médicos, enquanto milhares de municípios de pequeno porte seguem com escassez de atendimento. Outro ponto de atenção é a expansão acelerada dos cursos de medicina, especialmente na última década, sem o mesmo crescimento nas vagas de residência médica — o que gera demora na especialização dos novos profissionais.

Atualmente, 59,1% dos médicos são especialistas, enquanto 40,9% atuam como generalistas. O levantamento reforça que o principal desafio do país não é apenas formar mais médicos, mas distribuí-los melhor e ampliar a formação especializada.

Startup

Nesse cenário de desequilíbrio regional, iniciativas inovadoras ganham protagonismo. O projeto Super Brasil Telessaúde surge como uma alternativa estratégica para ampliar o acesso à assistência médica, especialmente em municípios de pequeno porte e regiões com baixa densidade de profissionais. Por meio da tecnologia, a plataforma permite conectar pacientes a médicos e especialistas à distância, reduzindo barreiras geográficas e contribuindo para a descentralização do atendimento.

Ao integrar soluções digitais à atenção básica, o Super Brasil Telessaúde atua como um complemento essencial ao sistema tradicional, oferecendo agilidade, alcance e eficiência no cuidado. A proposta dialoga diretamente com um dos principais desafios apontados pelo estudo: não apenas formar mais médicos, mas garantir que eles cheguem, de forma efetiva, a quem mais precisa.

APS possui 65% de mulheres

A presença feminina segue também como um diferencial estratégico na área da saúde. Na Atenção Primária à Saúde (APS), unidade do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar – Ceará -, por exemplo, as mulheres representam 65,66% do total de 1.648 colaboradores, consolidando a maioria no quadro funcional.

Os homens ocupam 34,34% das vagas, evidenciando uma predominância feminina em diferentes áreas. Entre os setores com maior participação de mulheres estão administração, assistência técnica, laboratorial, farmácia, manutenção e tecnologia da informação.

A atuação feminina em múltiplas frentes reforça não apenas a capacidade técnica, mas também o papel estratégico das profissionais na organização dos serviços e no cuidado com os usuários do sistema de saúde.

“É gratificante integrar esta equipe da APS, composta majoritariamente por mulheres. Convivo com gestoras admiráveis: competentes, resilientes e, acima de tudo, inspiradoras. O cotidiano nos desafia a exercer múltiplos papéis que já provamos desempenhar com maestria. Por isso, desejo que este mês da mulher seja menos sobre o esforço de provar algo e mais sobre o direito de nos permitir”, destaca Larissa Cruz, gerente do Núcleo de Atendimento ao Cliente (NAC) da APS, na empresa.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Twittar
Compartilhar
Compartilhar