Billabong Pro Pipeline define as semifinais

Tatiana Weston-Webb começa em nono lugar no ranking de 2022

Brasileira foi barrada nas oitavas de final por Moana Jones Wong

Quartas de final masculinas ficaram para abrir o último dia no Havaí

Próxima chamada somente sexta-feira às 7h30 no Havaí, 14h30 no Brasil

 

A havaiana Carissa Moore (Crédito: WSL/ Brent Bielmann) e a brasileira Tatiana Weston-Webb (Crédito:WSL/ Tony Heff)

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São Paulo, 3 de fevereiro de 2022 – A pentacampeã mundial Carissa Moore comandou o show em mais um dia épico para as mulheres, nos tubos de 4-6 pés da quarta-feira (2) em Pipeline. A havaiana fez os recordes femininos do Billabong Pro Pipeline nas duas baterias que disputou, enquanto a vice-campeã mundial Tatiana Weston-Webb foi barrada nas oitavas de final. As semifinais femininas já foram definidas e as quartas de final masculinas ficaram para abrir o último dia. As previsões indicam um novo swell com ondas acima de 10 pés devendo entrar na sexta-feira ou sábado, então não haverá chamada nesta quinta-feira. A próxima será na sexta-feira, às 7h30 no Havaí, 14h30 no Brasil.

Na quarta-feira, foi utilizado novamente o sistema “overlapping heats”, com duas baterias sendo disputadas simultaneamente. Com isso, foi possível aproveitar as melhores condições do mar para realizar as oitavas e as quartas de final, já que as ondas foram baixando no decorrer do dia. Apesar do prazo do Billabong Pro Pipeline só terminar em 10 de fevereiro, ele deve ser encerrado até o fim de semana e o último dia será transmitido ao vivo pelos canais Sportv e pelo WorldSurfLeague.com.

A brasileira Tatiana Weston-Webb enfrentou a havaiana Moana Jones Wong no terceiro confronto do dia. Ela não começou bem, mas surfou um bom tubo que valeu 5,67. No entanto, a surfista local de Pipeline pegou um melhor, saindo em pé do tubo mostrando muita intimidade. Os juízes deram nota 6,27 nessa onda, que garantiu a vitória por 10,77 a 9,44 pontos. Com a derrota nas oitavas de final, a vice-campeã mundial começa a temporada 2022 do World Surf League Championship Tour em nono lugar no ranking.

Essa foi a única surpresa do dia. Nas outras baterias das oitavas de final, as favoritas avançaram, inclusive com todas as cinco jovens estreantes na elite do CT esse ano, sendo eliminadas também em nono lugar no Billabong Pro Pipeline. Uma delas, India Robinson, sofreu uma concussão numa queda no domingo e nem entrou no mar, deixando o caminho livre para a bicampeã mundial Tyler Wright avançar para as quartas de final.

As duas estrearam na mesma bateria no domingo e nem precisariam surfar, porque uma das três componentes não competiu. Era para ser a heptacampeã mundial Stephanie Gilmore, que estava em isolamento pelo resultado positivo para Covid-19 nos testes constantes que a WSL faz nos e nas atletas, bem como em todos que trabalham no evento. Tyler segue na busca pelo bicampeonato em Pipeline, pois ganhou a etapa que abriu o CT 2021 e foi iniciada na ilha de Maui.

Seminais – Neste ano, a australiana só competiu mesmo na primeira bateria das quartas de final, quando surfou um bom tubo para derrotar a havaiana Malia Manuel. Tyler Wright vai disputar a primeira semifinal com a havaiana Moana Jones Wong, que deu mais um showzinho nos tubos de Pipeline, para superar a australiana Isabella Nichols por 11,34 a 10,44 pontos. Na outra semifinal, a pentacampeã mundial Carissa Moore enfrenta Lakey Peterson.

Carissa Moore surfou os melhores tubos do dia e encabeça a lista de recordes do Billabong Pro Pipeline. Na oitava de final contra a havaiana Bethany Hamilton, surfou um tubaço espetacular nas direitas do Backdoor, que arrancou nota 9,50 dos juízes. Nessa bateria, Carissa também fez o maior placar do campeonato entre as mulheres, 14,67 pontos.

“Tenho que admitir que eu estava muito nervosa esta manhã”, disse Carissa Moore. “Eu chorei muito de nervosismo e ansiedade. Foi bom, aí o sol saiu e fiquei feliz, porque parecia um dia muito bom para nós. Você sente muita energia ali no reef. Além disso, há tanta história nesse lugar. Então, se você é surfista, é aqui que você tem que surfar e querer melhorar a si mesma.”

Depois, Carissa brilhou de novo nas quartas de final, surfando outro tubo incrível no Backdoor que valeu 8,33, a segunda maior nota da competição feminina. Com ela, derrotou a costa-ricense Brisa Hennessy por 13,33 a 4,37 pontos. Na última bateria do dia, a norte-americana Lakey Peterson conseguiu a última vaga para as semifinais no tubo que achou nos segundos finais. Com a nota 5,27 recebida, superou a francesa Johanne Defay por 8,70 a 6,90 pontos.

“Temos um bom tempo ainda na janela de espera do evento e estou animada para ver o que vem por aí”, disse Carissa Moore. “Só espero que as ondas não sejam muito grandes (risos)”.

Maioria Brasileira – A gaúcha Tatiana Weston-Webb saiu da briga do título no Havaí, mas na competição masculina, os brasileiros são maioria entre os oito concorrentes ao primeiro troféu de campeão da temporada 2022 do WSL Championship Tour. Um já está garantido nas semifinais, pois a última quarta de final ficou 100% verde-amarela, entre Caio Ibelli e o estreante na “seleção brasileira” deste ano, Samuel Pupo.

O irmão mais velho do Samuca, Miguel Pupo, é o outro candidato ao título do Brasil. Ele vai disputar a segunda vaga para as semifinais com outro novato na elite, Lucca Mesinas, do Peru. Quem vencer esse duelo sul-americano, enfrentará quem passar do confronto do sete vezes campeão desta etapa de Pipeline, Kelly Slater, com o japonês Kanoa Igarashi. A outra bateria das quartas de final é a do defensor do título do Billabong Pro Pipeline, John John Florence, com o também havaiano Seth Moniz.

Transmissão ao vivo – O Billabong Pro Pipeline está sendo realizado com o patrocínio da Billabong, Red Bull, Expedia, Shiseido, Oakley, Hidro Flask, Flying Embers, Spectrum, 805 e Pura Vida. O prazo da etapa de abertura do World Surf League Championship Tour 2022 vai até 10 de fevereiro e o último dia será transmitido ao vivo pelos canais Sportv e pelo WorldSurfLeague.com e Aplicativo WSL.

Próximas baterias do Billabong Pro Pipeline:

QUARTAS DE FINAL – 5º lugar com 4.745 pontos e US$ 16.000:

1.a: Kanoa Igarashi (JPN) x Kelly Slater (EUA)

2.a: Miguel Pupo (BRA) x Lucca Mesinas (PER)

3.a: John John Florence (HAV) x Seth Moniz (HAV)

4.a: Caio Ibelli (BRA) x Samuel Pupo (BRA)

SEMIFINAIS – 3º lugar com 6.085 pontos e US$ 25.000:

1.a: Tyler Wright (AUS) x Moana Jones Wong (HAV)

2.a: Carissa Moore (HAV) x Lakey Peterson (EUA)

Resultados da quarta-feira (2/2) no Havaí:

OITAVAS DE FINAL – 9º lugar com 2.610 pontos e US$ 13.000:

1.a: Malia Manuel (HAV) 8,73 x 7,06 Sally Fitzgibbons (AUS)

2.a: Tyler Wright (AUS) 8,27 x w.o. India Robinson (AUS)

3.a: Moana Jones Wong (HAV) 10,77 x 9,44 Tatiana Weston-Webb (BRA)

4.a: Isabella Nichols (AUS) 11,06 x 7,03 Bettylou Sakura Johnson (HAV)

5.a: Carissa Moore (HAV) 14,67 x 2,23 Bethany Hamilton (HAV)

6.a: Brisa Hennessy (CRI) 9,16 x 5,03 Gabriela Bryan (HAV)

7.a: Johanne Defay (FRA) 12,94 x 11,17 Molly Picklum (AUS)

8.a: Lakey Peterson (EUA) 13,83 x 2,20 Luana Silva (HAV)

QUARTAS DE FINAL – 5º lugar com 4.745 pontos e US$ 16.000:

1.a: Tyler Wright (AUS) 5,77 x 4,97 Malia Manuel (HAV)

2.a: Moana Jones Wong (HAV) 11,34 x 10,44 Isabella Nichols (AUS)

3.a: Carissa Moore (HAV) 13,33 x 4,37 Brisa Hennessy (CRI)

4.a: Lakey Peterson (EUA) 8,70 x 6,90 Johanne Defay (FRA)

Covid-19 – A saúde e segurança dos atletas, funcionários e da comunidade local, são de extrema importância para a World Surf League, que trabalha em estreita colaboração com as autoridades de saúde locais, para implementar um protocolo mais completo possível para a proteção de todos em relação ao COVID-19. Os procedimentos incluem triagem antes do evento, testes contínuos e controle para a circulação mínima de pessoas no local da competição.

Sobre a World Surf League: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo. Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave. Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System. A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo. Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

João Carvalho

WSL Latin America Media Manager

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