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Além da dor física: como a endometriose interfere na saúde sexual das mulheres

No mês dos namorados, o ginecologista Dr. Michel Zarnowski quebra o tabu sobre a dor na relação sexual (dispareunia) causada pela doença e explica como a tecnologia robótica permite remover focos inflamatórios profundos com máxima precisão.

A dor que cala o prazer e afasta os casais é uma realidade frequente no consultório ginecológico, mas que muitas vezes permanece guardada entre quatro paredes por pura vergonha. Um estudo publicado pela World Endometriosis Research Foundation revela que até 70% das mulheres diagnosticadas com endometriose sofrem de dispareunia, o termo médico para a dor profunda durante o ato sexual. Com a chegada do Mês dos Namorados, o alerta deixa de ser apenas sobre a saúde física e passa a englobar a intimidade e o bem-estar emocional dos parceiros, jogando luz sobre uma condição crônica que afeta cerca de uma em cada dez brasileiras em idade reprodutiva.

De acordo com o ginecologista Michael Zarnowski, especialista na doença, o impacto da enfermidade vai muito além das cólicas menstruais severas. O tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, inflamando órgãos vizinhos como o intestino, a bexiga e os ligamentos que sustentam a região pélvica. Quando há penetração, o atrito nesses focos inflamados gera um desconforto agudo que desestimula a libido e abala a autoestima da mulher. “Muitas pacientes chegam ao consultório achando que a dor é psicológica ou que faz parte do corpo delas, o que atrasa a busca por ajuda e desgasta os relacionamentos”, afirma o médico.

O especialista explica que o bloqueio não é apenas mecânico, mas também antecipatório. Sabendo que a experiência será dolorosa, o corpo feminino reage contraindo os músculos da pelve de forma involuntária, o que intensifica o problema. “A saúde sexual é um pilar da qualidade de vida. Quando o sexo se torna sinônimo de sofrimento, cria-se um ciclo de ansiedade e afastamento que o casal dificilmente consegue romper sem o suporte clínico adequado”, pontua Zarnowski.

O cenário, contudo, ganhou novas perspectivas com o avanço da cirurgia robótica no tratamento dos casos profundos e infiltrativos. A tecnologia permite que os cirurgiões visualizem a anatomia pélvica em três dimensões e com alta definição, operando pinças delicadas que removem os focos inflamados com precisão milimétrica, preservando ao máximo os nervos e os órgãos saudáveis da região.

Para o ginecologista, a intervenção de alta precisão devolve a funcionalidade e a elasticidade aos tecidos comprometidos, refletindo diretamente na retomada de uma vida íntima saudável. “O uso do robô nos dá a segurança necessária para limpar a pelve sem causar danos colaterais. O objetivo final do tratamento não é apenas sumir com a dor nos exames, mas permitir que essa mulher volte a namorar, a sorrir e a viver sem medo”, conclui.

Saiba mais sobre o trabalho do Dr. Michael Zarnowski: @drmichaelzarnowski

Fonte: Dr. Michael Zarnowski — Ginecologista especialista em Endometriose

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