A morte do amor
A falta de humanidade, solidariedade e de amor ao próximo é fruto da torpeza e da ignorância humana que atinge todo o universo. Essa desumanização, aliada à força dos mecanismos estatais que direcionam a propaganda no inconsciente coletivo das massas, resume-se no individualismo solipsista, no niilismo exacerbado, o que leva as pessoas a não interagir com o próximo.
A cultura de Estado, por outro lado, promove descaradamente essas mazelas. O estímulo à competição faz do homem inimigo de si mesmo; alguém necessariamente terá que ser ultrapassado e eliminado. Theodore Adorno, filósofo, sociólogo e músico da escola Alemã de Frankfurt previu:
´´a cultura promovida pelo Estado promove uma brutal
e estúpida alienação das massas em uma escala planetaria“.
Exemplos estão na idolatria a líderes religiosos, políticos e a artistas e na alienação pela música e pela religião etc. Esse modelo econômico contribui de forma verossímil para a degradação da natureza e do ser humano, fazendo-o retornar à barbárie. Nos dias atuais, o grande estímulo dado às massas é o consumo de forma exagerada, visando à obtenção de lucros e à busca pelo poder sem levar em conta as questões humanitárias e o sentimento de caridade. Tudo é feito em função dos grandes grupos financeiros que desprezam as grandes conquistas éticas, morais e humanitárias alcançadas com muito sacrifício durante séculos.
O amor hoje é considerado um arremedo folhetinesco das grandes tramas e novelas globais. Prevalece a hipocrisia, o ódio, a cobiça e a violência acentuada na sociedade.
´´ O amor é a capacidade de perceber
o semelhante no dessemelhante“
(Theodore Adorno.)
Entendemos que a humanidade carece de reflexão e ação para constituir uma nova ordem social mundial, sob pena de assistirmos, perplexos, à MORTE DO AMOR.
Antonio José Matos de Oliveira é Jornalista, Administrador de Empresas, membro da União Brasileira de Compositores/UBC e da Academia de Letras e Artes de Columinjuba/Capistrano de Abreu.
