Eventos

V CINEDEIA encerra edição com mais de 600 espectadores e amplia ações de inclusão e formação em Fortaleza

Festival realizado no Cineteatro São Luiz contou com pessoas com deficiência, idosos, estudantes, pessoas em situação de rua e grupos atendidos por instituições sociais

O V CINEDEIA – Festival Cearense Internacional de Economia Criativa e Inovação Sustentável de Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade reuniu mais de 600 espectadores entre 19 e 23 de agosto, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza. A programação incluiu sessões de 15 filmes brasileiros acessíveis em Libras, LSE e Audiodescrição, música, videomapping, atividades formativas, debates sobre sustentabilidade e inovação e ações de acessibilidade.

O festival recebeu estudantes, profissionais, beneficiários de instituições sociais e pessoas em situação de vulnerabilidade. Participaram pessoas surdas de escolas municipais e estaduais de Horizonte, Fortaleza e Sobral, além de beneficiários do Instituto da Criança e do Adolescente, do Instituto Cearense de Educação de Surdos e do Lar Torres de Melo.


Pessoas em situação de rua da região da Praça do Ferreira também participaram. Algumas relataram ter entrado pela primeira vez no Cineteatro São Luiz. A experiência incluiu uma ação de videomapping interativo acessível com audiodescrição, promovida pelos professores Roberto Vieira (IAUD/UFC), Vera Lúcia Santiago (PosLA/UECE) e seus orientandos, combinando tecnologia, movimento, som, arte e inclusão.

A programação também recebeu famílias de pessoas cegas e pessoas com mobilidade reduzida. No dia 21 de agosto o público acompanhou ainda uma noite de abertura com tapete vermelho, presença de artistas e de autoridades da SECULTCE, SEPINCE, SEDIHCE e SEDIVCE, a apresentação musical de Mallu Viturino e Cauê Cidrack, que interpretaram “Flutua”, Johnny Hooker, discurso de abertura do diretor do festival Lucas Paz (PRE)FORMA-SE Artistic Productions, e o debate: “Existências atravessadas por diversidade e inclusão – Ser  LGBTQIAPN+ e PCD: Desafios e Conquistas no mercado criativo e na gestão pública” com a cerimonialista e mediadora Livia Vasconcelos, gestora de inclusão da câmara municipal, Narciso Júnior, coordenador municipal de diversidade, Angilberto Lima, presidente da ASLGBTCE, e João Filho, professor da UFCA.

Formação profissional

A formação foi um dos principais eixos do festival. O curso de desenho e animação na prática ministrado pelo professor João Filho (UFCA) em Libras e com tradução simultânea ao português (20h) ofereceu 45 vagas ao público geral e a participantes de instituições parceiras, como a Escola de Surdos do Ceará. A procura manteve a sala cheia, com média de aproximadamente 60 beneficiados durante as atividades formativas.

As ações envolveram estudantes e públicos da EMEF Jorge Pereira da Rocha, com 50 participantes; da EEMTI Moema Távora, com 45; do Centro de Semiliberdade Aldaci Barbosa, com 15; do Lar Torres de Melo, com 20; e da Profª Maria Mirtes Bastos Mangueira, com 50 participantes.

Cinco voluntários autistas do NAPNE (Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Específicas) do IFCE participaram de um estágio durante o festival e receberam 20 horas de formação prática na área de eventos.

As mesas expositoras reuniram representantes da Coordenadoria Municipal de Diversidade, da Coordenadoria de Certificações e Resíduos Sólidos/SEMA, da Coordenadoria de Mudanças Climáticas/SEMA, da Coordenadoria de Conservação da Biodiversidade/SEMA, da Cordenadoria Especial da Pessoa com Deficiência/SEDIHCE, do Instituto de Arquitetura, Urbanismo e Design/UFC e do Programa de Pos-Graduação em Linguística Aplicada Audiodescrição/UECE

Os debates abordaram diversidade, inclusão, sustentabilidade, mudanças climáticas, inovação e novas perspectivas para o desenvolvimento. A programação relacionou esses temas à economia criativa e à ampliação da participação de grupos historicamente sub-representados na produção cultural e profissional na indústria do entretenimento.

Resultados

A distribuição do público nas sessões foi de 159 pessoas no dia 19 de agosto, 119 no dia 20, 170 no dia 21, 65 no dia 22 e 88 no dia 23. Além desse público, o festival alcançou estudantes, participantes das formações, voluntários e beneficiários das instituições parceiras. Em parceria com a secretaria de Acessibilidade da UFC o festival distribuiu divulgação em braile em 500 impressos em papel reciclado, as redes sociais do festival @cinedeia.ce contaram com libras e texto alternativo, e foram distribuídas 200 mudas de plantas ornamentais e frutíferas em parceria com a SEMA.

Ao encerrar sua quinta edição, o CINEDEIA destacou a cultura como instrumento de inclusão produtiva, trabalho e desenvolvimento. As ações buscaram democratizar o acesso, oferecer formação profissional e criar novas possibilidades de participação social e econômica.
O festival segue aprovado nas leis de incentivo a cultura nos âmbitos estaduais e federais para impactar 9 cidades brasileiras em três macro regiões com feiras de trabalho, formação profissional e shows inclusivos, e convida as empresas brasileiras a se tornarem parceiras através desses instrumentos de dedução fiscal.

O diretor do festival conclui e convida sociedade, poder público e empresas a se unirem ao legado de cultura, trabalho e inclusão que o CINEDEIA está construindo no Ceará e no Brasil: “Na era da inteligência artificial, das mudanças climáticas radicais e de um novo pensar Sustentável, Social e de Governança, o que você tem feito para liderar as urgentes e necessárias transformações? No CINEDEIA o nosso amanhã é agora. Junte-se a nós na liderança e na energia da mudança”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.