Agosto Dourado: farmacêutica alerta para os cuidados com o uso de medicamentos durante a amamentação
A amamentação é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde por dois anos ou mais, sendo exclusiva nos primeiros seis meses de vida do bebê. Durante esse período, porém, é comum que as mães tenham dúvidas sobre o uso de medicamentos, suplementos, fitoterápicos e até produtos de venda livre. Para marcar o Agosto Dourado, mês dedicado à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, especialista alerta para a importância de buscar orientação antes de utilizar qualquer medicamento.
De acordo com a farmacêutica e docente do curso de Farmácia da Estácio Ceará, Marília Vasconcelos, é importante lembrar que o fato de uma mulher estar amamentando não significa que ela não possa utilizar medicamentos quando necessário. No entanto, a escolha do produto, a dose, o período de tratamento e as características da mãe e do bebê devem ser considerados para garantir segurança durante a lactação.
“Nem todo medicamento utilizado pela mãe apresenta o mesmo risco para o bebê. Alguns podem passar para o leite materno em pequenas quantidades e não representar risco significativo, enquanto outros exigem maior atenção. Por isso, a mulher não deve iniciar, interromper ou substituir um medicamento por conta própria durante a amamentação”, explica.
A farmacêutica ressalta que a orientação profissional também é importante para situações aparentemente simples, como dor, febre, alergia ou sintomas de gripe. Medicamentos isentos de prescrição não significam necessariamente que sejam adequados para todas as mulheres que estão amamentando.

Outro ponto de atenção são os fitoterápicos, chás e suplementos. Segundo a especialista, o fato de um produto ser considerado “natural” não significa que seu uso seja automaticamente seguro durante a lactação. “É importante que a mãe informe ao profissional de saúde tudo o que está utilizando, inclusive vitaminas, suplementos, produtos naturais e fitoterápicos. A avaliação deve considerar também a idade do bebê e a condição de saúde da criança”, orienta.
A recomendação também vale para as mães que fazem uso contínuo de medicamentos. Nesses casos, a mulher não deve suspender o tratamento por medo de prejudicar o bebê sem antes conversar com o profissional responsável. Dependendo do medicamento, pode haver alternativas mais adequadas para o período de amamentação.
A especialista reforça ainda que, caso a mãe tenha tomado algum medicamento sem orientação e fique preocupada com possíveis efeitos sobre o bebê, o ideal é procurar orientação profissional em vez de interromper imediatamente a amamentação. “Cada situação precisa ser avaliada individualmente. A informação correta ajuda a evitar tanto a exposição desnecessária do bebê quanto a interrupção inadequada do aleitamento”, destaca.
