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Palmeiras com novo desfalque após lesão de jogador. Entenda os riscos desse tipo de lesão

Cada vez mais a terapia celular está evoluindo para ajudar a acelerar a recuperação de lesões articulares, destaca o ortopedista especialista em células tronco, Dr. Luiz Felipe Carvalho, Diretor do Departamento de Tratamento com Uso de Células Tronco do CPAH – Centro de Pesquisa e Análise Heráclito

O Palmeiras ganhou mais um motivo de preocupação no departamento médico. O atacante Paulinho será desfalque na partida contra o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro, após sofrer uma entorse no tornozelo esquerdo durante o confronto diante do Atlético-MG. Inicialmente, a lesão não havia sido identificada, mas uma reavaliação confirmou uma entorse leve, e o atleta já iniciou o tratamento.

A entorse de tornozelo é considerada uma das lesões mais comuns no esporte, mas não deve ser subestimada. Dependendo da gravidade, ela pode comprometer ligamentos, cartilagens e outras estruturas articulares, aumentando o risco de instabilidade e de novas lesões caso a recuperação não seja conduzida de forma adequada.

De acordo com o ortopedista especialista em células-tronco, Dr. Luiz Felipe Carvalho, Diretor do Departamento de Tratamento com Uso de Células-Tronco do CPAH, Centro de Pesquisa e Análise Heráclito, cada caso precisa ser avaliado individualmente para definir a melhor estratégia de recuperação.

“Mesmo quando a entorse é considerada leve, é importante respeitar o tempo de cicatrização dos tecidos e realizar uma reabilitação adequada. O retorno precoce às atividades pode favorecer novas lesões e prolongar o processo de recuperação, sabendo que temos biotecnologia em medicina de precisão para ajudar a diminuir a dor e recuperar em 50 a 70% em menos tempo”, explica.

O que acontece em uma entorse?
A entorse ocorre quando a articulação sofre um movimento além do seu limite fisiológico, provocando estiramento ou ruptura parcial dos ligamentos responsáveis pela estabilidade da região. No tornozelo, isso costuma acontecer durante mudanças bruscas de direção, aterrissagens após saltos ou torções causadas por contato físico.

Os sintomas mais frequentes são dor, inchaço, dificuldade para apoiar o pé no chão e uma limitação dos movimentos, mas em alguns casos específicos, também podem surgir hematomas.

Recuperação depende da gravidade
As entorses são classificadas em diferentes graus. Nas lesões leves, geralmente há apenas um estiramento ligamentar, permitindo recuperação em poucas semanas. Já nos quadros moderados ou graves, pode haver ruptura parcial ou completa dos ligamentos, exigindo um período maior de tratamento e, em algumas situações, até intervenção cirúrgica.

Além do controle da dor e da inflamação, a fisioterapia desempenha papel fundamental para recuperar força muscular, equilíbrio, mobilidade e estabilidade da articulação.

“O tratamento vai muito além do desaparecimento da dor. É necessário recuperar a função completa da articulação para reduzir o risco de recidivas e permitir um retorno seguro às atividades esportivas”, ressalta o Dr. Luiz Felipe Carvalho.

Terapia celular amplia possibilidades
Nos últimos anos, a medicina regenerativa tem ampliado as possibilidades de tratamento para diferentes lesões ortopédicas. Em situações específicas, principalmente quando há comprometimento importante de cartilagens, tendões ou ligamentos, a terapia celular pode ser considerada como parte da estratégia terapêutica.

“Cada vez mais a terapia celular está evoluindo para ajudar a acelerar a recuperação de lesões articulares. No entanto, cada paciente precisa ser analisado de forma individual para definir o momento ideal e a melhor abordagem terapêutica, sempre integrada ao tratamento convencional e ao cronograma de reabilitação”, afirma.

Prevenção é a melhor estratégia
Especialistas destacam que fortalecimento muscular, treinamento de equilíbrio, aquecimento adequado e recuperação completa após lesões anteriores são medidas importantes para reduzir o risco de novas entorses, especialmente em atletas de alto rendimento.

Para o Dr. Luiz Felipe Carvalho, o avanço das técnicas de tratamento tem permitido recuperações cada vez mais eficientes, mas o sucesso continua dependendo de um diagnóstico preciso e do respeito às etapas da reabilitação.

“O objetivo não é simplesmente fazer o atleta voltar às suas atividades o mais rápido, mas sim voltar com segurança, preservando a função da articulação e reduzindo as chances de ter novas lesões no futuro”, conclui.

Créditos: Dr. Luiz Felipe Carvalho (Dandi Albuquerque/IMF Press Global) Foto Ilustrativa (Reprodução/Instagram)

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