O Sistema Confea/Crea acaba de divulgar os resultados do “Mini Censo 2024” , pesquisa realizada pela Quaest com 48 mil profissionais de engenharia, geociências, agronomia e áreas correlatas em todo o Brasil. O levantamento apresenta um retrato detalhado da realidade profissional, econômica e social desse grupo, destacando renda acima da mídia nacional, alto nível de empregabilidade, forte identificação com a área de atuação e visão otimista sobre o futuro da profissão.
Segundo os dados, 92% dos profissionais registrados estão empregados , sendo que 78% atuam diretamente na área em que se formaram . Os níveis de formalização também são elevados: 51% têm carteira assinada ou são servidores públicos , e 20% já atuam como empresários .
A renda também chama atenção: 68% têm renda familiar acima de cinco meses mínimos , mais que o dobro da média nacional (25%, segundo o IBGE). Entre os profissionais com até cinco anos de registro, metade já recebe mais de cinco períodos mínimos individualmente. “É um retrato de rápida ascensão social e valorização do setor”, destaca Felipe Nunes, diretor da Quaest.
Outro dado relevante é o índice de satisfação: 67% estão satisfeitos com o mercado de trabalho. As principais razões mencionadas são o aquecimento do setor, o amor pela profissão e o reconhecimento da área. Apenas 28% afirmaram algum grau de insatisfação, sendo a falta de valorização profissional a queixa principal. Para 50% dos entrevistados, o mercado de trabalho está melhorando – especialmente entre os mais jovens.
A pesquisa também revelou uma forte motivação vocacional: 55% afirmaram que sempre sonharam em atuar na profissão ou seguiram sua exigência natural. Como resultado, 80% avaliam positivamente sua qualidade de vida e 95% acreditam que sua atuação contribui para uma sociedade melhor . Além disso, 4 em cada 5 profissionais indicariam uma carreira para as próximas gerações.
Na dimensão institucional, 75% confirmam a importância do Confea/Crea para a regulamentação das profissões , mas apenas 51% estão satisfeitos com a atuação do órgão . O dado sugere que há espaço para melhorar a comunicação, a escuta ativa e a entrega de valor percebido por parte das entidades.
O estudo foi realizado entre setembro de 2024 e fevereiro de 2025 , por meio de entrevistas telefônicas com profissionais de todos os estados brasileiros, garantindo representatividade nacional e margem de erro de apenas 1 ponto percentual.
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