Por que passar na OAB é tão difícil? Índice alto de reprovação gera debates sobre a prova
A extensão do conteúdo programático, o alto nível de detalhamento cobrado e, principalmente, o perfil interpretativo da prova são alguns fatores que mantém esse alto índice de reprovação, destaca o advogado Anselmo Costa, idealizador de um curso voltado a candidatos da OAB
Menos de um terço dos candidatos consegue aprovação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Dados oficiais da FGV, organizadora da prova, indicam que historicamente menos de 30% dos inscritos são aprovados por edição, considerando as duas fases do exame. No 42º Exame de Ordem, por exemplo, apenas cerca de 22% dos candidatos obtiveram aprovação final.
Os números chamam atenção e levantam questionamentos recorrentes entre bacharéis em Direito, por que tantos candidatos ficam pelo caminho mesmo após anos de graduação?
Os fatores de dificuldade da prova
Especialistas apontam diferentes fatores, entre eles a extensão do conteúdo programático, o alto nível de detalhamento cobrado e, principalmente, o perfil interpretativo da prova. A OAB não avalia apenas memorização de leis, mas exige leitura atenta, domínio técnico e capacidade de identificar exceções e nuances normativas.
Para o advogado Anselmo Ferreira Costa Melo, um dos pontos centrais da dificuldade da prova não está exatamente no nível de dificuldade das alternativas, mas sim na forma como as questões são estruturadas no certame.
“O exame não reprova quem sabe Direito. Ele reprova quem não entende a lógica da prova e isso é o ponto fundamental das altas taxas de reprovação no exame”, afirma.
De acordo com ele, muitos candidatos dominam a matéria, mas enfrentam dificuldades na interpretação dos enunciados e alternativas.
“A banca costuma trabalhar com palavras-chave que mudam completamente o sentido da questão. Um detalhe pode transformar uma alternativa aparentemente correta em errada”, explica.
Além do conhecimento jurídico, fatores emocionais também pesam. Segundo Anselmo Costa, fatores como a pressão, o tempo limitado e o histórico de tentativas anteriores também podem comprometer bastante o desempenho do candidato.
“Existe um componente psicológico muito forte. O candidato chega ansioso, inseguro e, muitas vezes, já marcado por reprovações anteriores”, observa Anselmo Costa.
Usar técnicas de prova vale a pena?
A discussão sobre técnica de prova tem ganhado espaço entre professores e cursinhos preparatórios. A leitura estratégica das questões, o gerenciamento de tempo e a identificação de padrões da banca são apontados como habilidades complementares ao estudo do conteúdo.
Foi nesse contexto que Anselmo anunciou o lançamento do curso online “Como Passar na Prova da OAB Sem Cair nas Pegadinhas”, disponibilizado na plataforma Hotmart. A proposta, segundo ele, é focar na interpretação estratégica do exame.
“Foram mais de 20 tentativas até a minha aprovação. Quando percebi que precisava entender a estrutura da prova e não apenas revisar conteúdo, minha preparação mudou”, relata.
O curso aborda leitura estratégica, identificação de palavras-chave, armadilhas comuns em provas objetivas e discursivas, além de simulações comentadas e técnicas de gerenciamento de tempo.
Advogado com atuação no Brasil e em Portugal, Anselmo Costa afirma que a iniciativa do curso tem como objetivo contribuir com candidatos que enfrentam dificuldades recorrentes no exame da OAB e facilitar o processo de preparação.
“A informação correta pode evitar que o estudante repita os mesmos erros por anos”, conclui.
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Sobre Anselmo Costa
O Dr. Anselmo Ferreira de Melo da Costa é advogado brasileiro inscrito na OABDF 37345 e OAB RJ 175538 e advogado Portugues inscrito na Ordem dos advogados de Portugal sob o número 59029P. Atualmente é sócio do escritório de advocacia FMC advogados com sede no Rio de Janeiro, com escritório em Portugal no Porto e como Consultor em Orlando nos USA.
