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O aço e o caju presentes em nossas vidas

No ano em que o Complexo Industrial do Pecém completa 22 anos, neste 2024, o CEO da maior empresa do Ceará – instalada na área – destaca: “Hoje, a nossa unidade Pecém está em franca evolução. Pela primeira vez na história conseguimos atingir a máxima capacidade produtiva no último ano e mantemos esse ritmo em 2024”.

Por jornalista Rogério Morais
Quem visita a siderúrgica ArcelorMittal no Ceará não escapa das informações e da história do Cajueiro, que se tornou um símbolo da construção do empreendimento. O Cajueiro do Ceará é uma planta com uma história rica de resiliência, diversidade econômica, presença na gastronomia, folclore e música regional. Certa vez, o ex-governador Cid Gomes (2010/2014) disse: “Ninguém corte esse Cajueiro… deixa esse Cajueiro aí pra gente se reunir.”

A história do cajueiro na entrada da indústria de aço do Pecém, ex-siderúrgica do Ceará, já se tornou uma lenda entre os visitantes. Essa árvore nativa é a única que sobreviveu nos mais de 5,71 milhões de metros quadrados, mais de 500 hectares de área transformada para o empreendimento industrial. Na visita à planta contam que aos pés do cajueiro já há muitas histórias enterradas, prontas para serem reveladas no futuro. A construção da nossa siderúrgica cearense é repleta de “causos”, simbolizando a luta contínua do povo cearense por um futuro próspero. Esse empreendimento não apenas contribui para transformar o Ceará em um grande celeiro de negócios e obras, mas também eleva a qualidade de vida de sua população.

Nas primeiras reuniões no imenso terreno em terraplanagem, os encontros ocorriam sob a sombra única da árvore que foi preservada. Os empresários se reuniam, segundo a memória popular, e também a comunidade local se encontrava com os administradores para discutir o futuro da região. Mas é o progresso que o Nordeste, o Ceará principalmente, há séculos sonha por sua liberdade econômica. E foi essa a visão do gestor Cid Ferreira Gomes, governador do Ceará, que lutou para trazer o empreendimento desse porte para o Ceará. E não é somente progresso social e industrial. No mesmo local, convivendo diariamente com mais de 5 mil pessoas trabalhando, nada mais do que 300 mil árvores nativas com investimento de 3 milhões de reais aplicado em reflorestamento foi feito nesse ambiente, conforme os dados da empresa.

Investimentos
Assim nasceu a siderurgia cearense, visando a sustentabilidade ambiental, a diversidade, a equidade e a inclusão. O CEO da ArcelorMittal, engenheiro Erick Torres, afirmou que a meta é reduzir “25% das emissões específicas de gás carbônico (CO2) até 2030 e neutralizar a pegada de carbono até 2050”. Para isso, a ArcelorMittal prevê investir 10 bilhões de dólares até o final desta década. A meta global é ter 25% de mulheres em cargos de liderança até 2030.

No ano em que o Complexo Industrial do Pecém completa 22 anos, neste 2024, o CEO da maior empresa do Ceará – instalada na área – destaca: “Hoje, a nossa unidade Pecém está em franca evolução. Pela primeira vez na história conseguimos atingir a máxima capacidade produtiva no último ano e mantemos esse ritmo em 2024. Isso se dá em função do aprimoramento das condições de performance, aliada à evolução da produção do aço como um todo na planta.

E completa: “Nós enxergamos um presente brilhante e um futuro promissor para nossa unidade. Inclusive, estamos com estudos e planejamentos para novos projetos. O momento, agora, é de ampliar as condições de estabilidade e consolidar o atingimento da máxima capacidade produtiva. Nós já estamos capazes, hoje, de atuar em um mercado onde a gente não estava, que é o norte-nordeste, e ter mais possibilidade de exportação pela localização geográfica que o Ceará tem”, declarou Erick Torres em sua fala.

Planeta Sustentável
No workshop com o tema “O Aço e o Futuro Sustentável do Planeta”, onde jornalistas e comunicadores receberam informações valiosas sobre a produção e o mercado do aço no Brasil e em países concorrentes, como “a fera Chinesa”, e os desafios energéticos do setor, a especialista Cristina Yuan, Diretora de Assuntos Institucionais no Instituto Aço Brasil, respondeu sobre a reciclagem do aço no Brasil.

Ela disse que “9 milhões de toneladas de sucata foram recicladas no ano passado”, do total de 31 milhões de toneladas de matéria-prima usada no setor. “São carros, máquinas, pregos, vergalhões de obras demolidas… tudo que é feito em aço pode ser reciclado”, explicou. Segundo a Dra. Cristina, “o maior benefício dessa reciclagem do aço para a sociedade é exatamente reduzir as emissões de gases de efeito estufa”. Existem várias empresas e cooperativas de catadores que coletam e fornecem essa matéria-prima para a siderúrgica do Pecém, inclusive no próprio município de São Gonçalo do Amarante, estimuladas pela demanda da ArcelorMittal.
Cristina Yuan também ressaltou que “existem três tipos de sucata: a sucata do próprio processo, como no Pecém, a sucata de processo industrial do setor automotivo, e a sucata de obsolescência, que é aquela que volta ao processo quando um produto atinge o fim de sua vida útil”.

Gargalo

Existem, no entanto, gargalos que o Brasil precisa resolver, como o baixo consumo de aço no país. “Quanto mais consumo, mais reciclagem”, disse Cristina Yuan. “Quando há mais crescimento de obras de infraestrutura, como pontes e aeroportos, consome-se muito aço. Casas, carros, tudo isso um dia volta para ser reciclado.”
A oferta de sucata no Brasil ainda é muito pequena em relação à produção das plantas nacionais, devido ao baixo crescimento e poder aquisitivo da população. A produção de aço vai mais para exportação do que para o consumo interno. “Não conseguimos crescer, estamos estagnados na demanda de aço no país, por causa da demora de projetos”, finalizou Cristina Yuan.

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