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Número de incubadoras do agro cresceu 224% e de aceleradoras, 90%, registra o Radar Agtech Brasil

Nova edição do Radar Agtech Brasil traz análises profundas sobre os ambientes de inovação ligados ao agro

  • Quinta edição do Radar Agtech Brasil traz, pela primeira vez, análises aprofundadas sobre ambientes de inovação e investidores do agro brasileiro, além de dados sobre agtechs.
  • Incubadoras, aceleradoras de startups, hubs de inovação e parques tecnológicos cresceram substancialmente de 2023 para 2024.
  • Levantamento mostra também descentralização dos ecossistemas de inovação nas regiões brasileiras. Apesar do protagonismo da Região Sudeste, as Regiões Sul, Centro-Oeste e Nortdeste aumentaram a representatividade nesse setor.  
  • Investimentos em agtechs cresceram 25% na América Latina e abrem oportunidades para empresas brasileiras.
  • Lançamento acontece dentro do Radar Agtech Summit, no dia 26/3, às 14 horas, no Cubo Itaú, em São Paulo (SP), com transmissão virtual.  
  • Levantamento é realizado desde 2019 em parceria entre a Embrapa, a Homo Ludens e a SP Ventures.

 

Os ambientes de inovação no agro brasileiro registraram um expressivo crescimento entre os anos de 2023 e 2024. Além das incubadoras, que passaram de 32 para 107, representando um incremento de 224%; as aceleradoras de startups tiveram um crescimento de 90% (21 para 40), os hubs de 29% (82 para 106); e os parques tecnológicos de 25% (93 para 117). Esses números estão entre os destaques da nova edição do Radar Agtech Brasil, levantamento anual realizado em parceria entre a Embrapa, a Homo Ludens e a SP Ventures, para mapear as startups, os ambientes de inovação e investidores que atuam nesse setor.

A análise mais aprofundada dos ambientes de inovação agro no Brasil é uma das novidades da edição do Radar Agtech Brasil em 2024, que traz também pela primeira vez dados mais amplos sobre o os investidores que atuam no agro nacional. Esse mapeamento começou em 2019, com foco nas agtechs, que são as startups voltadas ao setor, mas ao longo do tempo, ficou clara a necessidade de ampliar as análises para esses dois escopos, além das foodtechs.

 

Lançamento

O Radar Agtech 2024 será lançado no dia 26 de março, às 14 horas, dentro do Radar Agtech Summit, que será realizadono Cubo Itaú, em São Paulo, SP, com transmissão virtual.

O objetivo é realizar um fórum de discussão para debater pontos importantes relacionados ao ecossistema de inovação do agro brasileiro.

As inscrições podem ser feitas aqui.

 

A inovação no agro não se resume às startups. O impacto das agtechs precisa chegar ao produtor rural, promovendo eficiência, sustentabilidade e competitividade. O Radar Agtech 2024 destaca essa conexão, explorando como os diferentes atores do ecossistema (startups, investidores e ambientes de inovação) convergem para transformar a cadeia agroalimentar.

Em relação aos ambientes de inovação, foram identificados 451 hubs, incubadoras, parques tecnológicos e aceleradoras que impulsionam a inovação no agro. Quanto aos investidores, a pesquisa mapeou fundos de venture capital, corporate ventures e outras iniciativas financeiras que viabilizam a escalabilidade e crescimento das agtechs. O número de investidores focados em Agtechs e Foodtechs aumentou significativamente nos últimos anos, refletindo o amadurecimento do setor e novas oportunidades para startups.

Segundo a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, o documento é hoje uma das principais referências em inteligência estratégica para o setor de inovação agroalimentar no Brasil. O mapeamento começou em 2019, com foco nas agtechs, que são as startups que atuam no setor agropecuário.

“Com o escopo ampliado em 2024, reforçamos o compromisso de produzir conhecimento estratégico, apoiar a inovação e contribuir para um agronegócio mais digital, sustentável e conectado globalmente. O objetivo é garantir que a inovação chegue a toda a cadeia agroalimentar, desde o produtor rural até o consumidor final”, destaca o cofundador e sócio da Homo Ludens Inovação e Conhecimento, Luiz Sakuda.

O analista da Embrapa, um dos autores e organizadores do estudo Aurélio Favarin acrescenta que o Radar Agtech representa uma evolução no entendimento do ecossistema de inovação no agro brasileiro. “Além das startups, é fundamental entender as condições necessárias para que elas nasçam e se desenvolvam. Os ambientes de inovação e os investidores são cruciais nesse processo”, enfatiza.

Descentralização dos ambientes de inovação

Outro aspecto importante identificado pelo relatório é a descentralização gradual dos ambientes de inovação pelas regiões brasileiras. Apesar do protagonismo da Região Sudeste (36,8%), há uma tendência crescente de fortalecimento nas outras regiões, especialmente no Sul, que vem logo atrás, com 31%; seguida por Nordeste (17,5%), Centro-Oeste (9,5%) e Norte (5%).

No Sudeste, a grande concentração é em São Paulo (43,5% do total), mas as regiões Nordeste e Norte demonstram avanços, crescendo de 3,5% para 5,9% e de 1,5% para 5,0%, respectivamente. Estados como Rio Grande do Sul (9,6%) e Paraná (8,9%) continuam ganhando relevância.

Agtechs cresceram mais de 75% desde a primeira edição do Radar

A edição atual do Radar aponta um crescimento significativo de agtechs no Brasil desde 2019, de 1.125 para 1.972 em 2024, evidenciando a rápida expansão desse setor no País. Paralelamente, aponta tendências, destacando o crescimento de polos regionais de inovação e fortalecendo a conexão entre startups, investidores e o setor produtivo.

Massruhá ressalta que o ecossistema de inovação agroalimentar brasileiro segue em constante transformação, impulsionado pela interação sinérgica entre instituições de pesquisa, startups, universidades, o setor produtivo e outros atores. Para ela, a agricultura, que responde por cerca de 22% do Produto Interno Produto (PIB) do Brasil, tem se beneficiado desse movimento, no qual a inovação aberta e a cocriação desempenham papéis fundamentais na aceleração da transformação digital e na adoção de tecnologias emergentes.

“Na Embrapa, compreendemos que a pesquisa agroalimentar é a espinha dorsal dessa revolução, traduzindo conhecimento científico em soluções tangíveis para os desafios do setor. O Brasil, historicamente protagonista nessa discussão, sediará a COP30, em novembro de 2025, em Belém, PA, reafirmando o seu compromisso com um futuro mais sustentável. Nesta edição do Radar, fica claro o momento em que estamos vivendo, no qual é imprescindível a criação de verdadeiras redes conectadas e vivas para colocar em prática o desenvolvimento do setor agroalimentar brasileiro, em prol da transformação sustentável do mundo”, pontua a presidente.

O mapeamento dos fundos de venture capital especializados e generalistas que já investiram em agtechs brasileiras também reforça o dinamismo do cenário. “A inovação no agronegócio nunca foi tão vibrante quanto agora,” afirma Francisco Jardim, sócio da SP Ventures. “Em 2024, as startups agtech da América Latina lideraram uma revolução, trazendo as mais avançadas tecnologias e modelos de negócio para transformar a produção de alimentos em um momento crítico: quando a crise climática e a insegurança alimentar exigem soluções ousadas. O futuro do agro está sendo escrito por jovens empresas que aceleram o progresso com inovação exponencial”, declara Jardim.

 

Classificação das agtechs

As agtechs estão divididas em três grupos no Radar.

Antes da fazenda: soluções anteriores à produção, como o acesso a crédito, a compra de insumos, implementos, máquinas, etc. Esse segmento responde por 18,6% das agtechs mapeadas, mostrando crescimento em relação aos 17,5% de 2019. O incremento nesse caso é estimulado, principalmente, pelo aumento de soluções financeiras, como crédito e seguros agropecuários, que hoje representam 26,5% dessa categoria.

Dentro da fazenda: soluções para gestão da propriedade, monitoramento do uso da água, controle de insumos, automação agrícola, etc. Esse recorte manteve-se como o mais representativo no mapeamento de 2024, respondendo por 41,5% do total de agtechs mapeadas (818), com destaque para as categorias de gestão de propriedade rural (157) e plataformas integradoras de dados (144).

Depois da fazenda: soluções relacionadas à logística, distribuição, processamento, embalagem, comercialização, etc.

 

Documento aponta novas tendências para o agro brasileiro

Sakuda destaca outros avanços resultantes do levantamento. Um deles é a digitalização do campo: “Tecnologias para gestão da propriedade rural, sensoriamento remoto e automação agrícola estão cada vez mais presentes, no segmento “Dentro da Fazenda” que representa 41,5% das Agtechs em 2024”, salienta.

Outro destaque é a sustentabilidade: O uso de bioinsumos, rastreabilidade e práticas agrícolas regenerativas cresceu, impulsionando a inovação sustentável no setor.

A internacionalização é outra tendência que se mostra forte no presente e para o futuro. As startups brasileiras estão se conectando a hubs de inovação globais, ampliando seu mercado e acesso a tecnologias avançadas.

 

Investidores crescem na América Latina, mas ainda há espaço para ampliar investimento

Os investimentos em agtechs na América Latina tiveram um crescimento de 25% em relação a 2023, derivado do amadurecimento e da evolução do ecossistema de inovação da região. Os investidores vêm priorizando startups baseadas em tecnologias que promovam eficiência, sustentabilidade e competitividade no agronegócio, especialmente nos principais mercados agrícolas da América Latina: Argentina, Brasil e México.

Enquanto o agro representa entre 20% e 25% do PIB brasileiro, toda a América Latina somada recebe menos de 5% dos investimentos globais em agtechs. Esse descompasso reforça a necessidade de ampliar a presença de investidores estratégicos na região, consolidando o Brasil não apenas como potência agrícola, mas também como referência global em inovação para o setor.

 

Agro do futuro: resiliência e adaptação às mudanças climáticas

O documento aponta os principais impactos das mudanças climáticas no agro:

– Redução da produtividade agrícola

– Mudanças na distribuição de pragas e doenças

– Variabilidade climática e impactos econômicos

– Escassez de Recursos Hídricos

– Impactos nos Ecossistemas Agrícolas e Naturais

O futuro do agro depende da capacidade de adaptação e inovação. Para enfrentar os desafios climáticos, são necessárias soluções integradas que alinhem produtividade, sustentabilidade e inclusão social.

1.     Adaptação Climática

2.     Práticas como manejo regenerativo de solos, agroflorestas e sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF) são fundamentais para reduzir as emissões e aumentar a resiliência dos sistemas agrícolas. Essas práticas não apenas sequestram carbono, mas também melhoram a saúde do solo, a retenção de água e a biodiversidade.

3.     Digitalização e previsibilidade

4.     Ferramentas de agricultura digital, como sensores IoT, satélites e modelagem preditiva, ajudam agricultores a prever mudanças climáticas e ajustar suas estratégias.

5.     Desenvolvimento de cultivos resilientes

6.     Investimento em engenharia genética para desenvolver variedades de plantas tolerantes a estresses climáticos e resistentes a pragas e doençasl.

7.     Inclusão financeira e sustentável

8.     As agfintechs desempenham um papel central ao oferecer crédito e seguros climáticos para pequenos agricultores, permitindo que invistam em tecnologias resilientes sem comprometer sua estabilidade financeira.

 

Foto: Freepik

 

Fernanda Diniz
Assessoria de Comunicação da Embrapa (Ascom)

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