Saúde

Maio registra o maior aumento de infecções por VSR no Ceará. Saiba como prevenir

Conforme o mais recente boletim da Sesa, maio alcançou pico de positividade da doença, entre 2024 e 2025. Pediatra da Hapvida orienta sobre sintomas, tratamento e prevenção.

 

Conforme o mais recente boletim epidemiológico dos vírus respiratórios, emitido pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e divulgado no dia 15 de maio, observou-se, em 2025, aumento significativo da detecção do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o agente etiológico que mais vem causando síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) no estado. A infecção pelo VSR causa sintomas como coriza, tosse, febre e dificuldade para respirar, podendo evoluir para bronquiolite ou pneumonia. De acordo com a médica pediátrica da Hapvida, Ana Estela Leite, a infecção por VSR costuma ser grave e com aumento de hospitalizações nos extremos da vida: nos primeiros meses dos bebês e em idosos. Ainda conforme o mais recente boletim da Sesa, o mês de maio alcançou 39,7% de positividade da doença, a maior detecção já registrada ao longo dos meses de rastreio entre 2024 e 2025. A pediatra Ana Estela orienta sobre sintomas, tratamento e prevenção.

É preciso ficar atento aos sinais de alerta, instrui a médica Ana Estela. Segundo ela, os sintomas iniciais são os mesmos de resfriado ou gripe: febre, coriza, tosse – seca ou produtiva, congestão nasal. Esse quadro respiratório pode estar associado à alteração da consistência das fezes e a vômitos, sobretudo após acessos de tosse. A busca por um pronto atendimento deve acontecer diante de febre muito alta, cansaço, diminuição da diurese e prostração.

A pediatra adianta que não há medicações específicas para tratar a infecção por VSR.  Inicialmente, o tratamento consiste em muita lavagem nasal com soro fisiológico e com aumento da oferta de água para tentar manter a criança ou o idoso bem hidratado, além do uso de medicações, como antitérmicos, e outras que atuam aliviando os demais sintomas. Diante de alguns casos mais graves, em que há desconforto respiratório, acrescenta a médica, é necessária a internação com uso de oxigênio auxiliar. “Como se trata de uma infecção viral que não tem um antiviral específico, vamos dando suporte nutricional e respiratório enquanto o próprio organismo vai respondendo e debelando a infecção”, explica Ana Estela.

Prevenir é a prioridade
Diante da doença, todo o protocolo de cura deve ser seguido rigidamente, mas a médica destaca cuidados prioritários para a prevenção. “O mais importante é a prevenção, seguido dos cuidados iniciais para evitar casos graves e a disseminação para outras pessoas da família. Adultos com sintomas gripais devem usar máscaras quando estiverem próximos de crianças e idosos. Não podemos deixar de falar sobre a proteção conferida pela amamentação, sobretudo nos 6 primeiros meses de vida, e a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. Embora ainda não tenhamos vacinas para VSR para o público infantil, temos uma cobertura ampla no PNI [Programa Nacional de Imunizações] para inúmeros vírus e bactérias que causam formas graves de doenças”, ressalta Ana Estela.

A pediatra acrescenta também que, para o VSR, em relação às crianças, há o anticorpo monoclonal que oferece proteção temporária contra a doença e que está sendo fornecido para os prematuros no primeiro ano de vida e para as crianças com cardiopatias que tem repercussão e com doenças pulmonares crônicas, também no segundo ano de vida, durante a temporada da sazonalidade do vírus que, no Ceará, vai de fevereiro a junho.

Outros cuidados importantes reiterados pela médica é evitar contato com pessoas com síndrome gripal e evitar permanecer em locais fechados com aglomerações. E não esquecer: as famílias não devem enviar as crianças com sintomas gripais para as escolas, evitando assim a disseminação para outras crianças e famílias.

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