Instituições de pagamento impulsionam inclusão financeira e desenvolvimento econômico no Brasil
Expansão de fintechs e microcrédito fortalece pequenos negócios e fomenta economias regionais
O sistema financeiro brasileiro passa por uma transformação acelerada, impulsionada pelo crescimento das instituições de pagamento e pela digitalização dos meios de transação. Fintechs, empresas de tecnologia financeira e instituições especializadas em microcrédito vêm ampliando o acesso a serviços financeiros, especialmente em regiões historicamente desassistidas, e contribuindo para o fortalecimento da economia local.
O avanço dessas instituições é expressivo. Segundo dados do Governo Federal, o número de empresas autorizadas pelo Banco Central passou de apenas uma, em 2016, para 128 no primeiro trimestre de 2024, um crescimento de 12.700% em oito anos. Essa expansão reflete a demanda crescente por soluções financeiras rápidas, acessíveis e personalizadas, sobretudo fora dos grandes centros urbanos.
O impacto desse movimento também se vê no volume de transações. Em 2023, o mercado de cartões movimentou R$ 3,5 trilhões, equivalentes a cerca de metade dos gastos das famílias brasileiras. O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, consolidou-se como o principal meio de pagamento do país, com R$ 17 trilhões em transações no mesmo ano. Em 2024, 76,4% da população já utiliza o recurso.
De acordo com o relatório Global Findex 2025, do Banco Mundial, a inclusão financeira global alcançou um marco significativo, com 79% dos adultos em todo o mundo possuindo agora uma conta bancária ou de dinheiro móvel. Esse avanço é impulsionado, em grande parte, pela tecnologia: 84% dos adultos em economias em desenvolvimento já têm um celular, transformando a conectividade digital em uma ferramenta crucial para o acesso a serviços financeiros. O uso de pagamentos digitais, como o Pix, desempenha um papel fundamental, servindo como a porta de entrada para o sistema bancário. Para mais de 100 milhões de pessoas em países em desenvolvimento, a primeira conta foi aberta especificamente para receber pagamentos digitais, como salários ou benefícios governamentais.
As instituições de pagamento têm ampliado esse alcance ao oferecer soluções como carteiras digitais, cartões e linhas de crédito adaptadas a públicos historicamente excluídos do sistema tradicional.
Microcrédito e geração de renda
O setor de microcrédito tem papel estratégico no desenvolvimento local. Entre janeiro e junho de 2025, as instituições especializadas liberaram mais de R$ 9,3 bilhões. O número de clientes também cresceu para mais de 2 milhões, segundo dado do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado.
“As instituições de pagamento são catalisadoras do desenvolvimento. Ao facilitar o acesso aos serviços bancários e financeiros em regiões com baixa presença bancária, promovemos inclusão, geração de renda e fortalecemos a economia local”, afirma Kelvia Carneiro, presidente da Cactvs.
A Cactvs, uma instituição de pagamento, que atua, também, na prestação de serviço como pessoa jurídica especializada em microcrédito produtivo orientado, observa que a metodologia aplicada no microcrédito permite que pequenos empreendedores, agricultores, extrativistas, invistam adequadamente em suas atividades produtivas e que a experiência no sistema bancário traga impactos na vida.
“A inclusão financeira só se tornará efetiva com a ampliação do letramento financeiro, que envolve educação sobre planejamento, poupança e uso consciente do crédito. Essa agenda será essencial para transformar o acesso em desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida”, finaliza Kelvia.
