Indústria

Indústria do Ceará fecha 2025 com queda de -0,6%, contrário ao crescimento nacional

O setor industrial do Ceará encerrou o ano de 2025 com um recuo acumulado de -0,6%, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF Regional) divulgados pelo IBGE. O resultado local contrasta com o desempenho da indústria nacional, que fechou o período de janeiro a dezembro de 2025 com uma expansão de 0,6%.
Apesar da queda no acumulado anual, o mês de dezembro de 2025 trouxe sinais mistos para o Estado. Na comparação com novembro de 2025, a produção industrial cearense registrou uma variação negativa de -0,7% (série com ajuste sazonal), uma queda menos intensa que a média brasileira, que recuou 1,2% no mesmo período.
Porém, na comparação com dezembro de 2024, a indústria do Ceará apresentou um avanço de 2,0%. Esse crescimento pontual foi superior à média nacional de 0,4%, mas não foi suficiente para reverter a trajetória negativa do Estado ao longo do ano.
Setores em destaque no Ceará: O desempenho da indústria cearense em dezembro (frente a igual mês do ano anterior) foi impulsionado principalmente pelos seguintes setores:
  • Fabricação de coque de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (55,0%);
  • Confecção de artigos do vestuário e acessórios (44,8%);
  • Fabricação de produtos alimentícios (10,4%).
E as principais influências negativas foram na Fabricação de produtos têxteis (-52,4%), Metalurgia (-35,9%) e Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-22,2%).
Cenário comparativo e médias móveis: O Ceará faz parte do grupo de oito locais (entre 18 pesquisados) que apresentaram taxas negativas no acumulado de 2025. Enquanto Estados como Espírito Santo (11,6%) e Rio de Janeiro (5,1%) lideraram o crescimento nacional, o Ceará figurou entre as áreas com menor dinamismo, superando apenas perdas mais severas registradas em locais como Mato Grosso do Sul (-12,9%) e Rio Grande do Norte (-11,6%).
Além disso, o índice de média móvel trimestral para o Ceará, encerrado em dezembro, apontou um recuo de 1,4%, reforçando a tendência de perda de ritmo observada no último trimestre do ano.
Sobre a pesquisa:
A PIM-PF Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional, e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.
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