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Caso de racismo contra Luighi reacende debate sobre preconceito no futebol

O racismo e qualquer outra discriminação vai contra os princípios do futebol, afirma o empresário do futebol, Emerson Zulu

O atacante Luighi, do Palmeiras, foi vítima de racismo durante a partida contra o Cerro Porteño, pela Copa Libertadores Sub-20. O jogador relatou que foi chamado de “macaco” por torcedores adversários no estádio Gunther Vogel, no Paraguai. Segundo Luighi, ao comunicar o ocorrido ao julgado e aos policiais presentes, a resposta foi de descaso.

 

“Parece que não se ligaram para o que aconteceu”, disse o jovem jogador em entrevista.

 

O episódio gerou grande repercussão, reacendendo o debate sobre o racismo no futebol e a necessidade de punições mais severas para evitar novas ocorrências. Em resposta, a Conmebol multou o Cerro Porteño em 50 mil dólares (cerca de R$ 290 mil) e determinou que o clube jogasse as próximas partidas da Libertadores Sub-20 com ambientes fechados.

 

Além disso, o técnico Jorge Achucarro foi suspenso por dois jogos. O clube também deverá promover uma campanha de conscientização contra o racismo, envolvendo todos os seus jogadores da categoria Sub-20.

 

O mal do racismo no futebol

Casos como o de Luighi não são isolados. Infelizmente, o futebol ainda é palco de manifestações racistas que afetam a vida e a carreira de atletas.

 

O empresário do futebol Emerson Zulu , que acompanha de perto a trajetória de jovens talentos, reforça a gravidade do problema.

 

“O futebol sempre foi um esporte que envolve pessoas de diferentes culturas e origens, não há espaço para racismo nele, nem dentro e nem fora de campo. Quem ama o futebol de verdade não aceita esse tipo de atitude, precisamos falar sobre isso, cobrar punições mais duras e educar para que essas cenas não se repitam”, afirmou Zulu .

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