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Vínculos familiares podem ajudar a proteger saúde emocional de adolescentes

No Instituto de Música Jacques Klein, acompanhamento das famílias, educação musical e desenvolvimento humano se conectam no trabalho realizado com mais de 550 crianças, adolescentes e jovens em Fortaleza

Estar presente na vida de um adolescente envolve uma dimensão que nem sempre é visível: a forma como ele percebe essa presença. Sentir que pode conversar, ser ouvido, receber apoio e contar com adultos de referência influencia a construção dos vínculos familiares em uma fase marcada por mudanças emocionais, sociais e comportamentais. Pesquisas recentes têm chamado atenção justamente para a relação entre essa percepção de apoio e a saúde emocional dos jovens.

Um estudo publicado em 2025, realizado com 21.818 adolescentes de 12 a 18 anos em 29 províncias da China, identificou que níveis mais elevados de envolvimento parental percebido estavam associados a menores índices de sintomas depressivos. Entre as dimensões analisadas, o envolvimento emocional apresentou a relação mais expressiva, indicando a importância de compreender não somente quanto a família participa da rotina, mas como essa participação é percebida pelo adolescente.

No Brasil, uma pesquisa publicada em 2026 na revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, vinculada ao SUS, analisou 374 estudantes de 11 a 14 anos da rede municipal de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Entre os participantes, 46,3% apresentaram sintomas de ansiedade e 26,2%, de depressão. O estudo encontrou associação entre maior disfunção familiar, redes de apoio mais restritas e a presença desses sintomas, reforçando o papel das relações próximas na discussão sobre saúde mental durante a adolescência. Por se tratar de um levantamento local, os resultados não representam a realidade de todos os adolescentes brasileiros, mas acrescentam evidências ao debate sobre família e redes de proteção.

Em Fortaleza, o tema encontra espaço no trabalho desenvolvido pelo Instituto de Música Jacques Klein (IMJK), onde o acompanhamento das famílias integra o processo educativo. Por meio do PEDH, mais de 550 alunos e seus familiares participam de ações que buscam fortalecer vínculos familiares, comunitários e sociais, além de atividades coletivas e acompanhamento para encaminhamento de demandas psicossociais. Os estudantes atendidos estão distribuídos por diversos bairros e comunidades da capital, muitos deles inseridos em territórios marcados por situações de vulnerabilidade social.

A participação familiar também está presente na própria experiência de aprendizagem musical. A metodologia Suzuki, utilizada na formação musical, trabalha a relação entre estudante, professor e família, estimulando a presença de um adulto de referência no processo de aprendizagem. A proposta considera que o desenvolvimento musical continua fora da sala de aula, com acompanhamento, incentivo e construção de uma rotina compartilhada. Organizações ligadas ao método descrevem a participação de pais, responsáveis ou outros cuidadores como um de seus elementos centrais.

No cotidiano do Instituto, essa aproximação permite que a família seja compreendida como parte do processo de desenvolvimento do aluno. O PEDH acompanha aspectos sociais que atravessam a trajetória das crianças, adolescentes e jovens, mantém articulação com instituições públicas e privadas e desenvolve ações voltadas à participação das famílias. A saúde mental também integra as pautas de formação da equipe pedagógica, aproximando a discussão das situações e relações que fazem parte da rotina educativa.

A abordagem acompanha uma compreensão mais ampla sobre educação e desenvolvimento humano: aprendizagem, convivência, relações familiares e condições sociais interferem umas nas outras. Em 2025, o Instituto atendeu gratuitamente 550 alunos e estima que cerca de 2.200 familiares tenham sido impactados por suas ações, segundo o Relatório de Atividades e Impacto da instituição.

Ao incluir as famílias no percurso formativo e manter espaços de diálogo para além da aula de música, o trabalho desenvolvido busca construir uma rede ao redor do estudante, especialmente durante a adolescência, período em que autonomia e novos vínculos ganham importância, sem eliminar a necessidade de referências familiares e comunitárias consistentes.

O Instituto de Música Jacques Klein

O Instituto de Música Jacques Klein conta com o patrocínio de empresas comprometidas com a educação e a cultura, incluindo BLP Participações, Instituto Ultra, Ultragaz, Ipiranga, Eneva, Servtec, Fundação Salvador Arena, Enel Distribuição Ceará, McDonald’s, Granos, Sotreq, Vonixx, Criança Esperança, BTG Pactual, Instituto Aço Cearense, Grupo Aço Cearense, J. Macêdo, Premier Pet, Alvoar Lácteos, Cerbras, Termaco Logística, Mercadinhos São Luiz, Evergreen, Grupo Cosampa, Tintas Fortex e Engeform.

Também conta com a parceria institucional da Aliança Francesa Fortaleza, Beach Park, Naturágua, 3 Corações, Universidade Federal do Ceará, Escritório de Advocacia Fonteles e Associados, Lide Ceará, Instituto Raimundo Vieira Cunha e Escritório de Advocacia Clóvis Mapurunga. Além disso, o Instituto conta com o suporte do projeto de investimento social privado “Seja um Instrumento”, com a participação das empresas Castelo Borges, Cobap, Vip Cargas Aéreas, M7 Soluções Financeiras, Arêa Leão Consultoria, BM Energia e FTrade.

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