Especialista alerta: inteligência artificial pode aumentar os riscos de golpes durante o período eleitoral
Alberto Jorge, CEO da Trust Control, traz orientações para evitar invasões de sistemas e roubos de dados durante o período eleitoral.

O período eleitoral concentra atenção pública e movimenta grandes volumes de informação, o que o transforma em cenário fértil para criminosos virtuais que usam engenharia social e, cada vez mais, inteligência artificial (IA) para aplicar golpes. Segundo Alberto Jorge, CEO da Trust Control e especialista em cibersegurança, o momento exige cuidado redobrado com o envio de links por mensagens instantâneas e até por SMS, canal que “ainda funciona bastante” como vetor de ataque.
Os hackers, na avaliação do especialista, são criminosos que buscam “ganchos” em assuntos em alta para aumentar a taxa de cliques e a eficácia dos golpes. No contexto eleitoral, isso se traduz em falsas listas de candidatos “caçados”, áudios supostamente vazados e outras narrativas que criam urgência ou curiosidade, levando a vítima a clicar em um link falso. “A partir desse clique, o atacante pode roubar dados, contaminar o dispositivo e, em seguida, usar o acesso conquistado para desferir outros tipos de ataque”, alerta Alberto Jorge.
Temáticas em alta
O modus operandi dos cibercriminosos é cíclico e sazonal: os golpistas migram de tema em tema conforme o calendário e o interesse coletivo — INSS, Black Friday, Natal e, agora, eleições — porque sabem que as pessoas estão mais atentas a essas pautas e mais vulneráveis a iscas relacionadas a elas. “Eles vão migrando de um tema para outro, para chamar a atenção. Por isso, a eleição funciona como mais um mote explorado em campanhas de phishing e fraude”, reforça o CEO da Trust Control.
Além do risco individual, há um componente corporativo importante: muitas pessoas acessam esses conteúdos em dispositivos usados também para trabalho, o que amplia o impacto do golpe. “Se a vítima compromete um aparelho corporativo, a organização pode sofrer vazamento de dados, infecção por malware ou até ter sua rede usada como ponto de partida para novos ataques”, ressalta Alberto Jorge.
Golpes de IA
A inteligência artificial entra como acelerador e sofisticador desses crimes, especialmente na criação de vídeos, áudios e textos convincentes que se passam por candidatos, partidos ou autoridades. “Está muito fácil criar vídeos, informações ou qualquer coisa usando inteligência artificial se passando por alguém”, alerta Alberto Jorge, antecipando que circularão muitas peças com deepfakes e conteúdos sintéticos para ludibriar eleitores e influenciar intenções de voto.
Veja dicas práticas para evitar golpes cibernéticos no período eleitoral
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Desconfie de links recebidos por WhatsApp, SMS ou redes sociais, mesmo que pareçam vir de conhecidos; confirme a origem antes de clicar.
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Verifique a autenticidade de áudios, vídeos e imagens “vazados” em sites oficiais, portais de checagem e canais verificados de candidatos e órgãos eleitorais.
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Não informe dados pessoais, senhas ou códigos de autenticação em páginas acessadas por links suspeitos; digite sempre o endereço oficial no navegador.
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Mantenha dispositivos pessoais e corporativos atualizados (sistema operacional, aplicativos e antivírus) e evite instalar aplicativos fora das lojas oficiais.
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Para empresas, deve-se reforçar as políticas de uso seguro de dispositivos, treinar colaboradores para identificar phishing e restringir instalações e acessos privilegiados.
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Diante de conteúdo gerado por IA (vídeos, áudios, textos), procure inconsistências (voz, sincronia labial, contexto) e busque confirmação em fontes primárias antes de compartilhar qualquer link ou arquivo.
