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SESI Ceará promove debate sobre riscos psicossociais na Feira da Indústria FIEC

O encontro foi mediado pelo engenheiro coordenador de Segurança e Saúde do SESI Ceará, Bertran Rodrigues

O SESI Ceará promoveu, nesta terça-feira (10/03), um debate sobre fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho durante a Feira da Indústria FIEC. A atividade integrou a programação do evento realizado no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. O encontro foi mediado pelo engenheiro coordenador de Segurança e Saúde do SESI Ceará, Bertran Rodrigues, e reuniu especialistas e representantes da indústria para discutir os desafios e as oportunidades relacionados à gestão da saúde mental no ambiente de trabalho.

Participaram do painel o auditor fiscal e chefe de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego no Ceará, Luís Freitas; o gestor de Segurança e Saúde do Trabalho da Grande Moinho Cearense, Carneiro Júnior; a psicóloga e gestora de Recursos Humanos da Grande Moinho Cearense, Germana Costa; e a gestora médica do Trabalho da Cerbras Cerâmicas do Brasil, Débora Lins.

Durante o debate, foram apresentadas diferentes perspectivas sobre os riscos psicossociais no trabalho, tema que ganha ainda mais relevância com as atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A norma estabelece diretrizes para o gerenciamento de riscos ocupacionais, incluindo aqueles relacionados à saúde mental.

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De acordo com Bertran Rodrigues, o objetivo do encontro foi promover um diálogo entre o setor público e a indústria sobre como as empresas podem se preparar para as mudanças. “Foi uma oportunidade de ouvir as percepções das empresas e compartilhar experiências práticas. A própria indústria reconhece que esse tipo de regulamentação é importante para garantir o bem-estar das pessoas e fortalecer a competitividade das organizações”.

O auditor fiscal Luís Freitas ressaltou que os riscos psicossociais já são previstos nas normas de segurança e saúde do trabalho há décadas, mas que agora haverá uma cobrança mais direta sobre a gestão desses fatores. “Não se trata de algo totalmente novo. Esses riscos já são previstos desde 1978. O que muda é que agora a gestão deles passa a ser cobrada de forma mais explícita”, explicou.

Para a médica do trabalho Débora Lins, o debate é fundamental para ampliar o conhecimento sobre o tema. “Discutir esse assunto é essencial. É um tema desafiador e que traz muitos aprendizados. Essa troca de experiências é muito rica”.

A psicóloga do trabalho Suellen Soares, que acompanhou a atividade, destacou a importância de discutir as atualizações da NR-1. Segundo ela, o debate ajuda profissionais e empresas a compreender melhor os impactos das mudanças. “Estamos falando da saúde e da qualidade de vida dos trabalhadores. Sem saúde mental, não conseguimos avançar”, pontuou.

Representando a Grande Moinho Cearense, Germana Costa reforçou que a saúde mental tem ganhado cada vez mais espaço nas estratégias das empresas, especialmente após a pandemia. “Desde a pandemia, temos observado um aumento expressivo de casos relacionados à saúde mental. Discutir esse tema com especialistas e com o Ministério do Trabalho é muito importante para as empresas”, destacou.

Já o gestor de Segurança e Saúde do Trabalho Carneiro Júnior ressaltou que a avaliação e o registro dos riscos dentro das empresas são fundamentais para prevenir adoecimentos e melhorar a produtividade. “Quando a empresa cuida da saúde do trabalhador, todos ganham: o trabalhador, a organização e o mercado”.

Fotos: Donny Soares / SFIEC

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