Comércio no Ceará supera média nacional no início de 2026
Os dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgados hoje (11) pelo IBGE, revelam que o setor varejista do Ceará apresentou um desempenho superior à média brasileira, tanto no varejo restrito quanto no varejo ampliado, sinalizando um início de ano aquecido para a economia local.
No Estado, o volume de vendas do comércio varejista apresentou um crescimento de 1,6% na passagem de dezembro de 2025 para janeiro de 2026 (série com ajuste sazonal), resultado superior à variação de 0,4% registrada pela média nacional no mesmo período.
Na comparação interanual (janeiro de 2026 contra janeiro de 2025), o varejo cearense avançou 5,0%, enquanto o Brasil cresceu 2,8%. No acumulado dos últimos 12 meses, o estado sustenta uma alta de 3,5%.
Entre as atividades que mais influenciaram positivamente o varejo cearense na comparação com o ano anterior, destacam-se:
⦁ Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 11,7%
⦁ Combustíveis e lubrificantes: 10,2%
⦁ Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: 9,6%
⦁ Móveis e eletrodomésticos: 4,7%
Por outro lado, os itens que registraram queda no volume de vendas no estado foram:
⦁ Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -19,7%
⦁ Livros, jornais, revistas e papelaria: -3,0%
⦁ Tecidos, vestuário e calçados: -0,4%
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e materiais de construção, na passagem de dezembro para janeiro, o estado cresceu 1,6%, frente a uma alta nacional de 0,9%.
No confronto interanual (janeiro de 2026 contra janeiro de 2025), o volume de vendas do varejo ampliado no Ceará aumentou 6,1%, desempenho significativamente maior que o indicador nacional de 1,1%. E no acumulado de 12 meses, a variação estadual é de 4,4%, contra uma estabilidade (0,0%) no Brasil.
Os principais destaques positivos nas atividades exclusivas deste segmento no Ceará foram:
⦁ Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo: 18,1%
⦁ Veículos, motocicletas, partes e peças: 2,5%
⦁ Material de construção: 1,4%
Sobre a pesquisa:
A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e unidades da federação.
