Banco Central liquida REAG suspeita de fraudes com o Master
Empresa administrava fundos suspeitos de esconder patrimônio de empresários e do PCC; decisão vem após nova fase da operação Compliance Zero.
Hoje foi a vez da REAG…
Um dia depois da Polícia Federal avançar na segunda fase da operação Compliance Zero, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da antiga Reag Investimentos — hoje rebatizada de CBSF DTVM.
A decisão paralisa de imediato as atividades da instituição, que administrava cerca de 90 fundos de investimento, e que agora terão que encontrar novas gestoras.
A empresa se apresentava como a maior gestora independente do país, com quase R$ 300 bilhões sob gestão.
A liquidação foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e publicada hoje cedo e segundo o BC, foram identificadas violações graves às normas do sistema financeiro, incluindo operações sem lastro econômico e empréstimos suspeitos a empresas ligadas à própria gestora.
A suspeita central é de uma engenharia financeira que inflava resultados, camuflava riscos e desviava recursos para o enriquecimento ilícito dos próprios administradores — inclusive com o reaproveitamento de empréstimos do Master aplicados em fundos da própria Reag.
Agora, com a liquidação decretada pelo BC, os ex-gestores da Reag tiveram seus bens bloqueados. Segundo o Banco Central, a instituição cometeu graves violações às regras do sistema financeiro, comprometendo sua operação.
Para quem investe nesses fundos, vale lembrar que eles continuam existindo e os investidores não são atingidos de imediato. Mas a administração desses recursos precisa, agora, ser transferida para outras instituições.
A liquidação da Reag repete o roteiro visto há menos de dois meses, quando o BC liquidou o próprio Banco Master. Em comum, além dos mesmos personagens, o mesmo método suspeito, de usar o sistema financeiro para mascarar fortunas.
A Reag, até o fechamento dessa matéria, não havia comentado. Já a defesa de João Carlos Mansur afirma que ele ainda não teve acesso à investigação, mas está à disposição das autoridades. A equipe de Daniel Vorcaro, do Master, nega qualquer fraude e diz que o banco sempre operou sob rígida fiscalização.
Reportagem Katia Maia
